NO INTERIOR
AL investe mais de R$ 52 mi para mudar indicadores educacionais entre indígenas
Sete unidades foram concluídas em municípios do interior e mais seis estão previstas para este ano
Alagoas deve receber, ainda este ano, seis escolas voltadas para comunidades indígenas. As unidades ficam em Palmeira dos Índios, no Agreste, e se somam a outras sete já entregues pelo programa Escola do Coração, construídas nos municípios de São Sebastião, Pariconha e Inhapi. Segundo o governo do estado, as unidades estão instaladas dentro das próprias aldeias.
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, o investimento nas 13 escolas é de R$ 52,7 milhões. As unidades deverão atender até 5.200 estudantes e manter cerca de 325 profissionais em atividade, entre docentes e equipes administrativas.
O foco é melhorar os indicadores de escolaridade dos povos originários, que hoje têm média de 7,6 anos de estudo.
“A estratégia evita o deslocamento para áreas urbanas e oferece suporte para que o jovem complete todo o ciclo básico com dignidade”, explica a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos.
A Seduc informa que o modelo das novas escolas foi planejado para funcionar como centros de referência comunitária, respeitando as especificidades de cada etnia.
As unidades contam com blocos integrados, bibliotecas, salas de informática e cozinhas industriais, além de quadras poliesportivas cobertas, com vestiários e acessibilidade total.
Segundo a Seduc, Alagoas possui mais de 25 mil indígenas que vivem em terras demarcadas ou em áreas urbanas, a maioria com média de idade de 29 anos.
Outro objetivo destacado pelo órgão é impulsionar o desenvolvimento socioeconômico das aldeias por meio da educação, além de incentivar a permanência dos jovens em suas comunidades, com valorização das línguas, costumes e tradições de povos como os Kariri-Xocó, Wassu Cocal e Xukuru-Kariri.
A fase de construção das 13 unidades gerou cerca de 520 empregos diretos e indiretos nas regiões beneficiadas.