Cidades
Galerias de �guas pluviais n�o suportam volume de chuvas
A Rua Cincinato Pinto, no Centro, virou um verdadeiro riacho em apenas 15 minutos de chuva, na manhã de ontem. Veículos atravessaram o alagamento com dificuldades, arriscando um problema mecânico, prejuízos e transtornos gerais. O problema é antigo: a galeria de águas pluviais não suporta o volume de água e a própria geografia da via contribui para enchê-la rapidamente. ?Isso é um caso sério, a gente não tem condições de passar nem de carro, nem a pé, porque enche tudo. Em dias de chuva temos de transitar por outra rua para não tomar banho forçado?, diz Angelita Maria da Silva, que trabalha numa firma nas imediações da rua alagada. Além de pequenas empresas, na Rua Cincinato Pinto funciona o Procon, a Secretaria do Planejamento e o Soprobem. Previsões Há outras ruas nos bairros do Pinheiro e do Farol que enfrentam problemas similares, a exemplo da Miguel Palmeira, onde os moradores são obrigados a retirar os carros da porta para não serem levados pelas águas, em dias de chuva. Alguns trechos do Conjunto Osman Loureiro, no Tabuleiro do Martins, também ficam inundados pela mesma falta de infra-estrutura pluvial. O serviço de meteorologia prevê mais chuvas para o mês de agosto, época em que houve a última grande enchente no Estado, no ano 2000. As chuvas também deverão prejudicar as operações tapa-buracos na cidade. Chuvas agravam danos à saúde de quem mora próximo ao lixão As chuvas estão agravando a situação do lixão em Cruz das Almas, piorando o tormento dos moradores do bairro, que sofrem com o odor e os gases emitidos pelo amontoado de lixo. Há dois anos, os técnicos da prefeitura já haviam anunciado que o lixão esgotou sua capacidade de armazenamento. Desde então, se discute sem nenhuma definição onde será o novo local para depósito dos resíduos sólidos recolhidos todos os dias, na cidade de Maceió. Segundo Rosa Tenório, da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana, o impasse em torno da transferência do lixão ainda depende da conclusão do relatório de impacto ambiental do novo local, que deverá ser no litoral norte do Estado. Contudo, o secretário municipal de Meio Ambiente, Álder Flores, defende que o novo lixão seja no Tabuleiro de Marechal Deodoro. ?Uma nova célula foi aberta para continuar com o aterramento do lixo, mas as chuvas constantes que têm caído em Maceió atrapalham o andamento dos trabalhos?, justificou a superintendente da Slum, acrescentando que o local não tem recebido o tratamento adequado também devido às chuvas. Enquanto isso, os moradores sofrem com o mau cheiro e arriscam a saúde, vivendo próximos aos gases tóxicos emitidos pelas toneladas de lixo acumulado a céu aberto. A população de Cruz das Almas continua exposta às conseqüências de um problema que há muito tempo virou questão de saúde pública. Manoel Neto, morador do Cruz das Almas, reclama que as dores de cabeça constantes são os primeiros sinais de abalo físico devido à exposição aos gases emitidos. ?Não agüento mais essas dores de cabeça e o mau cheiro. Quando chove aí é que piora mesmo?, testemunhou o morador.