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PESAM 450 KG

Pesquisadores registram, pela primeira vez, agregação de peixes-meros no litoral de Alagoas

Eles medem entre 1,6 metro e 2,3 metros de comprimento, e foram vistos em uma área com cerca de 35 metros de profundidade

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Imagem ilustrativa da imagem Pesquisadores registram, pela primeira vez, agregação de peixes-meros no litoral de Alagoas
| Foto: UFAL

Pesquisadores do Projeto Meros do Brasil e do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos, da Universidade Federal de Alagoas, realizaram o primeiro registro científico de uma agregação com pelo menos 15 peixes-meros em Alagoas. A descoberta ocorreu durante mergulhos recentes no litoral alagoano e foi divulgada nesta semana pela universidade.

O biólogo e professor da Ufal Cláudio Sampaio, que também coordena o Projeto Meros do Brasil, afirma que o achado tem grande importância para a conservação da espécie, já que os meros são considerados peixes criticamente ameaçados de extinção no Brasil.

“Essas agregações tornam os meros mais vulneráveis à pesca ilegal e à poluição, reforçando a necessidade de proteção desses ambientes”, destacou Cláudio Sampaio, ressaltando que a área onde o grupo foi encontrado não é protegida por nenhuma unidade de conservação.

Os pesquisadores, com apoio do Projeto Corais de Alagoas, da EcoScuba (Escola e Operadora de Mergulho) e do conhecimento dos pescadores locais, confirmaram a presença de mais de 15 meros adultos, medindo entre 1,6 metro e 2,3 metros de comprimento, em uma área com cerca de 35 metros de profundidade. Esses peixes podem chegar a pesar 450 quilos.

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Também foram registradas a presença do peixe-leão e do coral-sol, espécies invasoras, além de “redes fantasmas” — materiais de pesca perdidos, descartados ou abandonados que continuam capturando animais marinhos.

O peixe mero também possui valor econômico para o turismo de mergulho por ser conhecido pelo comportamento dócil e curioso, além do grande porte, que atrai mergulhadores interessados em observá-lo em seu habitat natural.

“O registro da agregação reforça que o litoral de Alagoas ainda guarda importantes segredos da vida marinha e mostra como a ciência, aliada ao conhecimento dos pescadores, é essencial para a conservação do mero e dos ecossistemas costeiros”, acrescentou Cláudio Sampaio.

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