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Cursinhos vivem momento dif�cil na capital alagoana

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Responsáveis por garantir o ingresso de milhares de estudantes no curso superior, os cursinhos pré-vestibulares enfrentam um dos piores momentos desde quando começaram funcionar, em Maceió, no fim dos anos 1960. Acuados pela ?explosão? de faculdades particulares, que impuseram uma nova realidade no processo de seleção de candidatos, além das mudanças do vestibular com o novo Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), impostas pelo governo federal, os cursinhos buscam alternativas e diversificam os serviços para se manter no mercado e provar que são essenciais dentro do processo pedagógico que culmina no ingresso na universidade. Alguns ficaram pelo caminho, como é o caso do Curso Águia, famoso por preparar alunos para o vestibular de uma tradicional faculdade particular. Outros ressurgiram depois de quase sucumbir, a exemplo do Impacto, há mais de 30 anos no mercado. ### Pinheiro: ?Cursos estão próximos do fim? Fundador do Curso Planeta, que dominou o mercado alagoano na década de 1980, o ex-reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Rogério Pinheiro, vê com pessimismo o atual momento por que passam os cursinhos pré-vestibulares. Longe do setor desde 1987, quando foi eleito vice-reitor da Ufal, ele aponta a proliferação das universidades privadas como uma das principais causas da ?falência? dos cursinhos. ?Eu diria que os cursinhos, com a finalidade para a qual foram criados, estão muito próximos do fim?, diz Rogério Pinheiro, ao explicar que, quando surgiram, no fim dos anos 60, os cursos preparatórios para o vestibular recebiam basicamente alunos que terminavam o antigo curso científico [hoje ensino médio] e não conseguiam ingressar imediatamente num dos cursos superiores à disposição da sociedade alagoana. ### Decoreba pode estar com dias contados Criado pelo governo federal para democratizar as oportunidades de acesso às universidades federais de ensino superior, o novo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que a partir de 2012 substitui definitivamente o atual concurso vestibular, promete acabar com a chamada ?decoreba? e detonar com as fórmulas literalmente cantadas em verso e prosa dentro das salas dos prévestibulares. Para alguns administradores de cursinhos, o novo modelo de prova pode significar mais um golpe nos cursinhos pré-vestibulares. É o que pensa professor Marcelo Bastos, diretor do Marcelo Cursos. Para ele, a adaptação dos cursinhos ao novo exame não será problema, assim como não foi a adequação ao Processo Seletivo Seriado (PSS). ///

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