FACÇÃO CRIMINOSA
Polícia neutraliza plano do CV para expandir tráfico no Litoral Sul do Estado
Investigação desarticulou rede logística montada para explorar turistas no Gunga e Dunas de Marapé
Investigadores da Polícia Civil de Alagoas e da inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) desarticularam uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho que estabeleceu um plano de expansão para dominar o tráfico de drogas em pontos turísticos estratégicos do Litoral Sul, com foco na Praia do Gunga e nas Dunas de Marapé.
A operação, denominada “Pé na Areia” e deflagrada em 7 de maio de 2026, resultou na prisão de oito suspeitos em Maceió e Jequiá da Praia, após um ano de monitoramento que incluiu quebras de sigilo telefônico e financeiro autorizadas pela 17ª Vara Criminal da Capital.
Segundo a investigação, o grupo utilizava a alta circulação de visitantes nas áreas turísticas para escoar cocaína e ampliar o poderio financeiro da facção na região.
O relatório de inteligência aponta que a estrutura era comandada por um reeducando que está preso em Pernambuco e que coordenava as ações por meio da companheira.
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento
De acordo com o relatório da Segurança Pública, a mulher gerenciava a logística do esquema. A droga era adquirida em Pernambuco e no Rio de Janeiro, armazenada no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, e posteriormente transportada em comboios de até três veículos para o Litoral Sul alagoano.
O monitoramento financeiro indicou ainda que o grupo movimentava valores considerados elevados para manter veículos, depósitos e a operação do tráfico, utilizando contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro obtido com as vendas realizadas diretamente nas praias e nos povoados turísticos.
Na Praia do Gunga, em Roteiro, a comercialização seria voltada principalmente ao público de maior poder aquisitivo. Segundo os investigadores, dois homens atuavam como peças centrais no local, oferecendo cocaína a turistas de forma discreta para evitar suspeitas durante rondas policiais.
Já no complexo das Dunas de Marapé, no povoado de Duas Barras, em Jequiá da Praia, a distribuição seria coordenada por outro homem. Conforme a investigação, o tráfico aproveitava o fluxo de banhistas e a travessia de barco para camuflar a entrega dos entorpecentes.
O lucro obtido nas vendas era recolhido em espécie por dois gerentes locais, responsáveis por fazer os valores chegarem à liderança da organização sem deixar rastros bancários imediatos.
Os bastidores da investigação revelaram ainda que a facção mantinha um chamado “tribunal do crime” para garantir exclusividade no tráfico das áreas turísticas.
A quebra de sigilo telemático permitiu à polícia interceptar mensagens em que os suspeitos discutiam endereços utilizados como esconderijos nos bairros Capadócia e Centro, em Jequiá da Praia.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam espingardas calibre 12 e porções de cocaína prontas para comercialização. Para os investigadores, o material confirmou a existência de um plano estruturado de domínio territorial da facção nas áreas turísticas do litoral sul alagoano.