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JUSTIÇA

Caso Joba: dois viram réus e participação da ex-noiva é descartada

Motivação por ciúmes e quebras de sigilo embasam denúncia do Ministério Público e decisão judicial

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Ruan Carlos agiu movido por uma obsessão que tinha por Letícia
Ruan Carlos agiu movido por uma obsessão que tinha por Letícia

A Justiça de Alagoas tornou réus Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos pelo assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, ocorrido no dia 23 de janeiro de 2026, no bairro Santa Lúcia, em Maceió.

A decisão acolhe a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que aponta Ruan Carlos como autor intelectual e Symeone Batista como um dos executores do crime. A motivação do homicídio teria sido ciúmes. Ruan Carlos não se conformou após Joba iniciar uma reconciliação com a ex-companheira, Letícia Luzia de Oliveira Moura, que também era ex-namorada de Ruan.

A investigação da Polícia Civil, agora encerrada, descartou formalmente qualquer participação da ex-noiva no planejamento ou na execução do homicídio, após meses de suspeitas.

O crime foi minuciosamente planejado, conforme revelaram as quebras de sigilo telefônico e telemático autorizadas judicialmente. A perícia identificou que Ruan enviou fotos da vítima em visualização única para os executores e orientou a ocultação de evidências digitais, afirmando que seu número e fotos “sumiriam” após o fato.

A prova financeira também foi determinante para ligar o mandante ao crime. O cruzamento de dados bancários revelou que Ruan Carlos realizou um saque em dinheiro em uma agência bancária dias antes do assassinato. O valor exato retirado pelo réu foi depositado na conta de um dos envolvidos apenas três horas após a morte de Joba, configurando o pagamento pelo “serviço” de execução.

Testemunhas confirmaram que Ruan teria oferecido até R$ 10 mil para que o crime fosse concretizado, aproveitando-se de sua relação profissional com Symeone, que trabalhava com ele.

A participação de Letícia Luzia foi descartada pela Polícia Judiciária após a análise exaustiva de suas comunicações e depoimentos. Embora Letícia estivesse presente no apartamento da vítima na noite anterior ao crime e estivesse em processo de reconciliação com Joba — inclusive com a promessa de devolver R$ 34 mil recebidos na separação —, as provas técnicas indicam que ela foi, na verdade, um dos pivôs involuntários da fúria de Ruan.

A investigação concluiu que Ruan agiu movido por obsessão, sentindo-se ameaçado pela possibilidade de perder Letícia para o ex-marido.

Com o recebimento da denúncia, Ruan Carlos e Symeone Batista responderão por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante pagamento, além do uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, atingida por disparo de arma de fogo na cabeça enquanto saía para trabalhar.

O Ministério Público também solicitou a manutenção das prisões preventivas e a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil para reparação dos danos aos herdeiros de Joba.

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