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Alagoas registra uma das menores taxas de sub-registro de nascimentos do Brasil

O resultado coloca Alagoas entre os destaques nacionais no avanço da cobertura do registro civil

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Imagem ilustrativa da imagem Alagoas registra uma das menores taxas de sub-registro de nascimentos do Brasil
| Foto: GazetaWeb.com

Alagoas apresentou, em 2024, uma taxa estimada de sub-registro de nascidos vivos de 0,56%, segundo a pesquisa Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos. O índice ficou abaixo da média nacional, de 0,95%, e também inferior à média do Nordeste, de 1,34%. O resultado coloca Alagoas entre os destaques nacionais no avanço da cobertura do registro civil. Entre os estados nordestinos, Alagoas apresentou o menor percentual estimado de sub-registro de nascimentos em 2024, empatado com a Paraíba.

No Brasil, a taxa de sub-registro de nascidos vivos ficou abaixo de 1% pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2015. Naquele ano, o percentual nacional era de 4,21%, o que representa uma redução de 3,26 pontos percentuais ao longo da década. Em Alagoas, a redução também foi expressiva. Em 2015, o estado registrava taxa de 4,48%. Desde então, os índices apresentaram trajetória de queda, passando para 3,40% em 2016, 3,11% em 2017, 2,47% em 2018, 2,90% em 2019, 2,98% em 2020, 1,40% em 2021, 0,84% em 2022, 0,68% em 2023 e chegando a 0,56% em 2024.

De acordo com a estimativa do IBGE, o percentual registrado em 2024 corresponde a aproximadamente 254 crianças sem registro civil no prazo considerado pela pesquisa. Em âmbito nacional, a taxa de 0,95% representa cerca de 22.902 crianças sem identidade legal, situação que impacta diretamente o acesso a direitos básicos e serviços essenciais.

A pesquisa também apontou avanços na cobertura do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. Em Alagoas, a taxa estimada de subnotificação foi de 0,23%, abaixo da média nacional, de 0,39%, e da média nordestina, de 0,54%. No Brasil, o indicador caiu 1,62 ponto percentual desde 2015, quando era de 2,01%, demonstrando aprimoramento nos sistemas de informação em saúde.

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