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Alagoas registra 49 casos de crianças desaparecidas em pouco mais de um ano

Todas as vítimas foram localizadas pela instituição, mas investigações de casos antigos continuam ativas no estado

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Imagem ilustrativa da imagem Alagoas registra 49 casos de crianças desaparecidas em pouco mais de um ano
| Foto: GazetaWeb.com

Em pouco mais de um ano, Alagoas registrou 49 casos de desaparecimento de crianças, sendo 34 ocorrências em 2025 e 15 nos primeiros quatro meses de 2026, segundo a Polícia Civil de Alagoas (PCAL). Todas as vítimas foram localizadas com sucesso, alcançando um índice de 100% de resolutividade. Os dados foram divulgados no Dia Internacional da Criança Desaparecida.

O delegado Ronilson Medeiros explica que a maior parte dos casos registrados em Alagoas está relacionada a crianças que saem da esfera de proteção familiar ou fogem de casas de acolhimento. Diferentemente de outras regiões do país, o estado ainda não possui registros de desaparecimentos ligados ao tráfico internacional de pessoas, sequestros ou subtração de menores.

Apesar do balanço positivo recente, a Polícia Civil mantém diligências intensificadas para solucionar casos antigos e complexos. O principal exemplo é o de Maria Clara Gomes da Silva, que desapareceu em julho de 2021, aos 5 anos, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió. Embora o inquérito policial tenha sido arquivado pelo Poder Judiciário em 2023, as investigações continuam ativas porque casos de desaparecimento não prescrevem e novas informações podem motivar a reabertura oficial do processo.

Para tentar localizar a menina, que atualmente teria 9 anos, a PCAL adotou uma série de medidas integradas. O caso foi inserido no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e no Aviso Amarelo da Interpol, além de contar com o apoio da ONG Mães da Sé para a divulgação de imagens. Também foi realizada a coleta de material genético dos pais para o Banco Nacional e, em parceria com a Polícia Federal, foi desenvolvida uma foto com a simulação da progressão de idade de Maria Clara.

A polícia reforça que a prevenção e a rapidez na comunicação são fundamentais para o sucesso das investigações. A delegada Bárbara Arraes, coordenadora da Área da Infância e Juventude da PCAL, alerta que as famílias não devem esperar 24 ou 48 horas para registrar o fato.

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