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Matéria orgânica responde por 54% do lixo de Maceió, diz Ufal
Maioria do que chega ao aterro é restos de alimentos, podas, cascas, resíduos de cozinha e outros materiais biodegradáveis
Um estudo realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) descobriu que mais da metade do lixo que chega ao aterro sanitário de Maceió tem origem orgânica. A pesquisa, liderada pelas professoras Daysy Oliveira, Nélia Callado e um grupo de estudantes de engenharia ambiental e civil, foi desenvolvida ao longo de 2025, onde resíduos de cerca de quatro bairros foram analisados durante o período.
Entre os montantes de entulhos avaliados, a matéria orgânica compreende mais da metade do todo, com 54,6%, seguido dos plásticos, com 21,3%, papéis (8,9%), têxteis (4,6%), vidro (1,2%) e metais (1%). Para os pesquisadoes, esse dado revela que a maior parte do lixo que chega ao aterro sanitário é composta por restos de alimentos, podas, cascas, resíduos de cozinha e outros materiais biodegradáveis e mostra que ainda existe uma falha no descarte desses materiais já que grande parte da matéria orgânica está sendo descartada junto ao lixo comum.
Eles concluíram ainda que o alto percentual de resíduos orgânicos pode impactar diretamente a vida da população, pois a decomposição desse material no aterro gera chorume e gases, que podem causar mau cheiro e atrair insetos.
A professora Nélia Callado avalia que algumas regiões administrativas da capital contribuem mais com a produção de material orgânico que outras. Quem contribui com o maior percentual de matéria orgânica e recicláveis é a região administrativa 7, que envolve os bairros Cidade Universitária, Clima Bom e Santa Lúcia [além de Santos Dumont e Tabuleiro dos Martins].
As informações mostram que há potencial de reaproveitamento de materiais recicláveis com destino ao aterro. São 32,4% da composição anual desses resíduos recicláveis, como vidro, metal, plástico e papel.