Cidades
Servidores protestam por sal�rios
Enquanto o governo anunciava o investimento de R$ 6,5 milhões para os clubes de futebol e a Assembleia aumentava a dívida de Alagoas em R$ 611 milhões, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos ameaçava parar o Estado. Funcionários da saúde, segurança, educação e outros servidores realizaram um protesto, regado a forró e café da manhã, interditando a rua em frente ao Palácio República dos Palmares, no Centro. Com o apoio dos sindicatos e movimentos sociais, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) esteve à frente da mobilização para criticar o reajuste salarial de 5,83%, que o governo liberou depois de interromper as negociações com os funcionários. ?Não houve nem a reposição da inflação, a data-base é maio, e daria 6,5% sem nenhum ganho real?, afirma a presidente da CUT em Alagoas, Amélia Fernandes, lembrando que as categorias reivindicam um aumento de 15%. ?A nossa reivindicação é a política de valorização dos salários, atendendo ao que o próprio governador tinha acertado, mas o governo mente, faz os acordos com os trabalhadores e não cumpre. Em 2011, foi assinado um acordo dizendo que os servidores teriam ganho real acima das perdas da inflação, mas o governador atropelou a negociação e encaminhou o reajuste de 5,83% para a Assembleia, que aprovou?, reclama a presidente da CUT.