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Defesa Civil demole imóveis por risco estrutural em Maceió
As demolições ocorrem após laudos técnicos de engenheiros do órgão avaliarem o nível de risco
A Defesa Civil de Maceió contabiliza a demolição preventiva de 17 imóveis com estruturas condenadas em 2026. As intervenções fazem parte do plano de monitoramento da capital alagoana para o período de chuvas, com o objetivo de evitar desabamentos em áreas vulneráveis, especialmente em regiões de encosta.
As demolições ocorrem após laudos técnicos de engenheiros do órgão avaliarem o nível de risco das edificações. Nos casos em que a estrutura é considerada irrecuperável, os moradores são notificados a deixar o local e encaminhados para programas de assistência social do município antes da execução do serviço.
A comunidade do Bolão, no bairro do Farol, concentra a maior parte das ocorrências devido à instabilidade do terreno. Em março, sete residências foram derrubadas na localidade porque o avanço de uma barreira ameaçava as fundações das casas. Recentemente, outras três habitações foram demolidas na mesma área, elevando para 10 o total de imóveis afetados no Bolão este ano.
Além do colapso de edificações, o plano de contingência para o período chuvoso abrange a aplicação de lonas em encostas e o monitoramento meteorológico. As outras sete demolições registradas no balanço anual do órgão ocorreram em diferentes pontos mapeados como de risco na cidade. “O trabalho consiste em identificar o risco antes do colapso. Quando a estrutura apresenta danos irreparáveis, a retirada dos moradores e a demolição tornam-se necessárias”, afirma o coordenador-geral da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, ao destacar que o órgão mantém o monitoramento preventivo.
O serviço de vistorias técnicas e os chamados para relatar rachaduras ou deslizamentos de terra seguem concentrados pelo telefone de emergência 199, que opera gratuitamente 24 horas por dia.