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Vendas nos supermercados caem 7%

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TÂMARA ALBUQUERQUE O alagoano está mudando hábitos para adaptar o orçamento apertado às despesas e amenizar os efeitos da crise econômica no dia-a-dia da família. Na hora de ir ao supermercado, por exemplo, as mudanças de comportamento são bem visíveis. Só entra no carrinho o produto essencial e que apresentar melhor preço. Supérfluos são cortados, assim como a fidelidade às marcas é esquecida. Os novos critérios usados para fazer as compras provocou, em junho, uma queda em torno de 7% nas vendas dos supermercados do Estado, em relação ao mês de maio. Nos seis primeiros meses deste ano, os supermercados acumulam perdas de 2%. Entretanto, o setor amarga baixas desde o último semestre do ano passado, quando o governo federal implantou o racionamento de energia e o brasileiro foi forçado a reduzir, também, os gastos com produtos essenciais. Segundo o presidente da Associação Alagoana dos Supermercados, Raimundo Barreto, a queda nas vendas é uma realidade nacional e é verificada em todos os gêneros de produtos, desde alimentos aos itens de limpeza e higiene. ?O brasileiro se transformou num grande administrador de sua moeda. Hoje ele está comprando apenas o essencial, aquilo que cabe em seu orçamento?, enfatiza. Alta Barreto explica que a alta do dólar atinge em cheio o setor, à medida que os importados ficam mais caros e elevam os custos de produtos que têm esses itens em sua composição, mas acredita na combinação de vários fatores negativos como motivos para a redução nas vendas. A instabilidade política é um deles, assim como o achatamento salarial da população. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostra que de julho de 1994 a junho de 2002, a gasolina e os planos de saúde subiram 220%; ônibus subiu 230%; gás de cozinha, 400%; telefonia fixa, 44-% e aluguel, 545%. Os reajustes geraram queda do poder de compra da população. Já o salário mínimo, no mesmo período, subiu 180%. Queda Além disso, explica Raimundo Barreto, o setor de supermercados costuma registrar queda nas vendas durante o primeiro semestre, período considerado tumultuado. ?O consumidor sai das festas de final de ano, entra nas despesas das voltas às aulas, segue gastando no carnaval, nos feriados santos, nas férias... é um semestre tumultuado?, justifica. Apesar das perdas nos negócios, o presidente da Associação dos Supermercados garante que o setor não pensa em demitir funcionários para enxugar as despesas com a folha. Em Alagoas, os supermercados são responsáveis por cerca de 15 mil empregos diretos. ?A queda de 7% nas vendas é significativa, abala as finanças, mas a redução de postos de trabalho não é uma possibilidade cogitada pelo setor para equilibrar despesas e receita?, garante Barreto.

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