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SAÚDE

Alagoas apresenta tendência de alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, alerta Fiocruz

Os dados consolidados pela instituição referem-se aos indicadores da Semana Epidemiológica 24, que abrange o período de 14 a 20 de junho de 2026

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Imagem ilustrativa da imagem Alagoas apresenta tendência de alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, alerta Fiocruz
| Foto: GazetaWeb.com

Boletim InfoGripe, divulgado nessa quinta-feira (25) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta alta no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas. O Estado está entre os oito que apresentam uma tendência sustentada de crescimento de longo prazo no volume de internações decorrentes de complicações respiratórias, registrando um avanço contínuo nas últimas seis semanas.

Os dados consolidados pela instituição referem-se aos indicadores da Semana Epidemiológica 24, que abrange o período de 14 a 20 de junho de 2026. O mapeamento da Fiocruz revela um cenário de atenção generalizada: com exceção apenas de Rondônia, Piauí e Pernambuco, todas as demais unidades da Federação encontram-se atualmente em níveis que variam entre alerta, risco ou alto risco para a transmissão da síndrome.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo InfoGripe, o principal impulsionador desse aumento de SRAG em solo nacional continua sendo a intensa circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), agente biológico que afeta de forma mais severa crianças e idosos. Em diversas regiões do país, o panorama é agravado pelo co-contágio e pela circulação paralela dos vírus Influenza A e Influenza B, responsáveis pela gripe comum, o que eleva a pressão sobre as redes de atendimento médico de média e alta complexidade.

O comportamento do VSR desenha um mapa heterogêneo pelo Brasil. Os casos de SRAG associados a esse vírus específico seguem em franca expansão.

Por outro lado, o boletim da Fiocruz identifica que em estados como Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo e no Distrito Federal, o volume de notificações de SRAG por VSR permanece em patamares considerados elevados, mas com sinais de interrupção, estabilização ou tendência de queda. Os especialistas reforçam que o monitoramento e a atualização vacinal contra os vírus respiratórios disponíveis no SUS continuam sendo as principais ferramentas de contenção dos casos graves.

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