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Servidores decidem manter paralisa��o

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Os trabalhadores da Educação decidiram prorrogar por mais oito dias a greve que terminaria ontem e fizeram uma passeata pelas ruas do Centro. Os servidores da saúde realizaram um ato em frente ao Hospital Geral do Estado (HGE) e mantiveram o atendimento reduzido por duas horas. As mobilizações, durante o dia de ontem, mostraram que o impasse entre governo e servidores continua e, com isso, os prejuízos à população que precisa dos serviços públicos. Ontem pela manhã, a assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) lotou o ginásio do Clube Fênix. A categoria se mostrou irredutível. Decidiu que não volta às aulas nesta quinta-feira, como estava previsto. A greve temporária vai continuar, pelo menos até a próxima quarta-feira, quando nova assembleia será realizada. E a possibilidade de construir uma greve por tempo indeterminado deverá entrar na pauta. Policiais civis votam por continuação de movimento grevista | LÁZARO CALHEIROS - Repórter Os policiais civis alagoanos decidiram continuar a greve ? desta vez por tempo indeterminado ?, durante assembleia realizada ontem de manhã, no auditório da sede do sindicato da categoria (Sindpol). Durante a reunião, os policiais avaliaram outros assuntos como adesão de todas as delegacias do Estado ao movimento grevista, as mobilizações junto ao Movimento Unificado dos Servidores (MUS) para a próxima semana e mais cinco processos abertos pela Direção Geral da Polícia Civil contra os policiais. O presidente do Sindpol, Carlos Jorge da Rocha, explicou que entre os processo há um que fala em formação de quadrilha. ?Quem abriu esses processos foi o próprio diretor-geral da Polícia Civil, delegado Marcílio Barenco, que está tentando intimidar a categoria por causa das nossas mobilizações?, explica Carlos Jorge. Militares discutem planejamento | MARCOS RODRIGUES - Repórter Numa assembleia demorada mas cheia de significados, os militares decidiram, mais uma vez, que não irão ceder e aceitar o reajuste de 7% apresentado pelo secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages, e anunciado pelo governador Teotonio Vilela. Depois de mais uma semana apostando em novas negociações, as lideranças confirmam que foram procuradas pelo governo, porém nada de concreto ficou definido. Segundo a contraproposta conversada pelos militares, o Executivo daria os 7% em duas vezes, em partes iguais. Além disso, incluiria, ainda, o pagamento de um dos quinquênios pendentes. A categoria também quer o pagamento imediato dos 7% oriundos de resíduos de cinco anos atrás, mais o compromisso de aumentar o piso salarial de soldado ? de R$ 1.500 para R$ 3 mil ? e o compromisso de, anualmente junto com o pagamento das perdas da inflação, também ter adicionado ganho real sobre os vencimentos. Investigação de crimes é prejudicada | MAIKEL MARQUES - Repórter Agentes de Polícia Civil questionados pela Gazeta de Alagoas, ontem à tarde, em três delegacias da capital, contrariam seus superiores e confirmam a suspensão das investigações criminais desde o início do movimento paredista coordenado pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), que afixou na porta das cadeias faixa da ?Operação Padrão?, indicativa da suposta presença no serviço de 30% do efetivo destacado para cada unidade policial. ?Eu tô aqui no plantão interno e meu colega de trabalho foi ao Fórum levar uns inquéritos por determinação do delegado. Os demais sempre aparecem e assinam o ponto normalmente?, confirmou o agente plantonista que, ontem à tarde, ?matava? o tempo livre na recepção do 4º Distrito Policial, no Farol, curtindo a programação televisiva. ?Quando aparece algum problema, a gente manda procurar a Central de Polícia?, emendou. Delegado descobre arsenal em chácara | PATRÍCIA BASTOS - Repórter Arapiraca ? Um arsenal de armas e explosivos, que supostamente pertence ao único sobrevivente da chacina da Canafístula, Marcondes dos Santos Almeida, 32, foi encontrado em uma chácara no povoado Cangandu, zona rural de Arapiraca. O delegado que preside o inquérito sobre o caso, Robério Ataíde ? que no dia anterior disse que as investigações não avançaram por causa da greve dos policiais ? contou ter recebido telefonema anônimo, na manhã de ontem. ?O informe recebido por mim dava conta que nessa chácara, que pertenceria ou foi alugada pelo Marcondes, haveria grande movimentação de pessoas e de carros, mesmo após a chacina. Resolvemos montar campana em um local próximo para ver essa movimentação, mas como não vimos nada, resolvemos entrar. A propriedade estava abandonada e a porta da casa estava aberta. Dentro de um saco encontramos as armas e os explosivos?, declarou.

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