Cidades
Procon questiona ANP sobre adultera��o de combust�veis
A diretora do Procon, Wedna Miranda, participou, na última semana, de uma reunião em Brasília, juntamente com Procons de 15 Estados brasileiros, para discutir assuntos pertinentes à adulteração de combustíveis. Estiveram presentes ao encontro dois técnicos da Agência Nacional de Petróleo (ANP), requisitados pela equipe para explicar a pesquisa feita pela agência, que detectou adulteração do produto. Segundo os participantes do fórum, não foram apontados quais os distribuidores que estão repassando esse tipo de combustível. Na oportunidade, Wedna Miranda questionou o índice de 26% apresentado pela ANP sobre a quantidade de combustível adulterado em Alagoas. Segundo a diretora, se foi constatada essa percentagem tem de haver mais informações sobre a coleta do produto e quais as distribuidoras que estão com o problema. ?A ANP quer se omitir das informações que a empresa tem a obrigação de prestar à sociedade sobre a adulteração encontrada. Tanto o fornecedor quanto o consumidor têm que estar esclarecidos, porque da maneira como está não há como evitar esse mercado irregular?, esclareceu. Outra questão levantada no Encontro Nacional de Procons é quanto à quantidade de casas decimais encontrada no preço do combustível. Por que só nesse produto há essa terceira casa decimal? Perguntou a diretora do Procon de Alagoas na reunião, não obtendo resposta. Segundo ela, a terceira casa decimal esconde o aumento de preço, uma vez que quando os consumidores pensam não ter importância, o valor final muitas vezes pode representar 11% de diferença de um local de venda para outro. O preço atual do gás de cozinha foi mais uma questão levantada. ?Antes ele era tabelado no Nordeste, hoje está sendo vendido livremente por preços absurdos?, lamentou Wedna Miranda. Durante a reunião foi levantada a proposta de se fixar valores máximo e mínimo para a revenda do botijão. ?O valor que está sendo cobrado atualmente por um produto tão essencial quanto o gás de cozinha, quase R$ 30,00, é muito alto para a população, isso gera um grande impacto no orçamento. Ainda segundo a diretora do Procon em Alagoas, a Agência Nacional de Petróleo não está cumprindo seu papel fiscalizador, uma vez que quando os órgãos de defesa do consumidor recebem denúncia da população sobre problemas causados por combustíveis adulterados, a superintendência da ANP exige que o Procon faça a análise do produto. ?Enviamos ofício dia 26 de junho para a superintendência da ANP, onde pedíamos um relatório com a identificação dos postos e distribuidoras que apresentaram adulteração e até agora não recebemos resposta?, concluiu Wedna. Comissão do MP Previsto para serem iniciados ontem, os depoimentos de proprietários de postos de combustíveis à comissão de promotores de Justiça que investiga a denúncia de cartelização nos preços da gasolina em Alagoas acabou não acontecendo. O Ministério Público (MP) vai definir nova data para os depoimentos.