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MP preocupado com bloqueios de vias

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O encontro ainda não tem data marcada, mas o chefe do Ministério Público de Alagoas, Eduardo Tavares Mendes, deve cobrar explicações aos delegados Marcílio Barenco, diretor da Polícia Civil, e Dalmo Sena, comandante da Polícia Militar, acerca dos constantes bloqueios de vias públicas, rodovias, avenidas ou corredores de transporte. Promotores dos núcleos de saúde, consumidor e meio ambiente também serão convidados. Dos representantes da segurança pública, o procurador-geral de Justiça deve questionar se existe alguma diretriz para permitir que as barreiras se prolonguem por uma boa parte do dia e para que não sejam coibidas, da parte de quem tem a responsabilidade pelo policiamento ostensivo (Polícia Militar) e se a organização e o cerceamento de direitos são investigados, atribuição da Polícia Civil. ### Manifestações prejudicam economia Para ilustrar as consequências econômicas de manifestações como essas, o presidente da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav) e do Sindicato das Empresas de Turismo de Alagoas (Sindetur), Carlos Palmeira relata episódio ocorrido há cerca de quatro anos. ?O setor turístico de Alagoas se mobilizou e conseguimos trazer um grupo de operadores portugueses. O objetivo era captar turistas de lá, o que garantiria um bom fluxo para Alagoas. Pela programação que traçamos, eles passariam uma semana em Maceió e no último dia iriam para Maragogi. No meio da estrada, acabaram retidos por um bloqueio promovido por sem-terra. Não lembro ao certo se chegaram a dormir na estrada, literalmente, mas, a Maragogi nunca chegaram. Daí mesmo voltaram?, relata o empresário. ### Coronel enxerga motivação política O coronel PM Robson Gomes Cavalcante, diretor do Centro de Gerenciamento de Direitos Humanos da Polícia Militar de Alagoas, concorda que há uma proliferação de manifestações dessa natureza e que muitas têm muito mais motivos políticos, para dar notoriedade a um movimento ou até liderança, do que da reivindicação mais imediata. ?Quando o Centro chega ao local e consegue marcar com a autoridade responsável pela resolução daquele problema, não há mais sentido para a manifestação continuar, mas às vezes continua?, diz. ///

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