ZONA DA MATA
Chuvas deixam famílias desalojadas e interditam trecho da BR-416 em Colônia Leopoldina
Em Colônia Leopoldina, água atingiu altura da cintura e danificou móveis e eletrodomésticos de moradores
As fortes chuvas que atingiram Alagoas nos últimos dias seguem causando transtornos, principalmente na Zona da Mata alagoana. O município de Colônia Leopoldina foi um dos principais pontos de atuação da Defesa Civil. O Rio Jacuípe ficou próximo da cota de transbordamento, famílias precisaram ser realocadas e um trecho da BR-416 foi interditado, na Serra da Catita, devido ao risco de novos deslizamentos de rochas.
Segundo balanço da Defesa Civil, entre 15% e 20% de todo o volume de chuva esperado para o mês de junho caiu apenas nos últimos cinco dias em Alagoas. Os dados mostram que o acumulado já se aproxima dos 300 a 310 milímetros previstos para o período.
Apesar do cenário, os demais rios monitorados pela Defesa Civil não apresentam risco imediato de transbordamento.
Em Colônia Leopoldina, o Rio Jacuípe chegou a atingir 4,97 metros, ficando apenas 25 centímetros abaixo da cota de transbordamento. Segundo a Defesa Civil, o nível da água continuava subindo durante o monitoramento, o que manteve o município em estado de alerta.
De acordo com James Souto, coordenador da Defesa Civil de Colônia Leopoldina, 37 pessoas foram levadas para a Escola Alfredo de Paulo e outras 17 buscaram abrigo em casas de familiares. Com a estabilização do nível do rio, os moradores começaram a retornar às residências.
Em algumas casas, a água chegou à altura da cintura, danificando móveis e eletrodomésticos. Geladeiras, máquinas de lavar e fogões foram atingidos pela enchente, causando prejuízos materiais.
Na BR-416, na Serra da Catita, o trecho precisou ser interditado após deslizamentos de pedras e barreiras provocados pelo encharcamento do solo. De acordo com a Defesa Civil de Colônia Leopoldina, a região possui histórico desse tipo de ocorrência durante os períodos chuvosos.
“Esse trecho costuma registrar deslizamentos e a gente já sabe disso. Sempre que começa a chover, fazemos vistorias aqui. No ano passado, catalogamos 28 deslizamentos. Fizemos intervenções naquela ocasião e, este ano, foi necessário agir novamente”, afirmou James Souto.
A interdição foi realizada em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que deverá realizar a limpeza da pista antes da liberação do tráfego.