Cidades
�ndias discutem Lei Maria da Penha
Um cocar na cabeça, um cachimbo na mão e uma lição de vida na ponta da língua. Maria das Graças Soares de Araújo, de 48 anos, emocionou a plateia presente, ontem, no primeiro dia do 8º Seminário Participativo sobre a Lei Maria da Penha, realizado em Alagoas. Ela é a única cacique do Estado e representa a tribo alagoana Katockim na discussão sobre violência nas comunidades indígenas, promovida pela Fundação Nacional do Índio, a Funai. Em Alagoas, o órgão realiza, até amanhã, a oitava etapa do projeto, iniciado em setembro de 2008, na cidade de Manaus, Amazonas. Mais de 50 mulheres indígenas de tribos alagoanas, sergipanas e baianas expõem seus pontos de vista sobre a Lei 11.340, de 2006, conhecida como a Lei Maria da Penha, e sugerem formas de coibir a violência dentro dos seus grupos. ///