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Ra��o Humana vira febre em Macei�
Preparado com mais de 10 cereais, a Ração Humana ?virou? a cabeça dos maceioenses. É cada vez maior o número de consumidores do composto, o mais novo produto no caminho para o emagrecimento. Nas lojas de produtos naturais a busca pelo suplemento alimentar tem provocado filas extensas e até lista de espera. É uma ?febre? que, apostam os produtores, vai demorar a passar. O desejo pela Ração Humana atinge homens e mulheres, principalmente na faixa a partir dos 30 anos. Mas há registros de adolescentes que também estão consumindo a mistura, tanto para emagrecer quanto para ganhar massa corporal, como é o caso de jovens adeptos da musculação. ### Suplemento é vendido em diversas cidades O primeiro a comercializar a Ração Humana por aqui, Genivaldo diz que os ingredientes eram vendidos separadamente, na quantidade prescrita pela terapeuta alimentar curitibana Lica Takagui Dias, criadora do suplemento. Inicialmente para consumo próprio de Lica, a fórmula, que segunda ela recebeu o aval do nutricionista Daniel Boarim, fez sucesso. Em entrevista à revista Viva!, da editora Abril, a terapeuta afirma ter perdido 10kg em dois meses. A fórmula caseira expandiu-se pelo Brasil, chegando a Alagoas, onde fez o mesmo sucesso. Em várias cidades, além da capital, a procura pelo suplemento é crescente. ?Estou tomando há um mês e me sinto muito bem. Antes sofria com tontura, ânsia de vômito, prisão de ventre. Tudo isso acabou?, diz a cabeleireira Lete Angela dos Santos, 40. ### Vigilância Sanitária alerta para riscos Se faz sucesso entre os consumidores, a Ração Humana não é bem vista pela Vigilância Sanitária. ?Não se deve consumir um produto que não apresenta estudos científicos sobre seus benefícios?, argumenta o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra. Ele vai mais longe e diz que, além de não atender às normas legais de apresentação de indicação de uso e efeitos colaterais, a ração vem sendo produzida fora das especificações técnicas. Manuseio, acondicionamento e validade dos ingredientes são informações essenciais para a comercialização de qualquer produto, ressalta Paulo Bezerra. Ele diz ainda que a ração entrou no mercado sem que seus produtores tenham realizado estudos sobre os efeitos da mistura. ?Uma ração para animal exige no mínimo dois ou três anos de pesquisa, imagine quando se trata da saúde humana?, afirma ele, cuja posição é claramente contrária ao consumo do suplemento que virou uma febre em Alagoas. ///