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FEMINICÍDIO

Morre jovem esfaqueada pelo ex-companheiro no Canaã; suspeito foi preso em Maceió

Stephanye Thauany levou 15 facadas e passou 15 dias internada no HGE; investigado já tinha histórico de agressões

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Imagem ilustrativa da imagem Morre jovem esfaqueada pelo ex-companheiro no Canaã; suspeito foi preso em Maceió
| Foto: GazetaWeb.com

Morreu nessa terça-feira (14) a jovem Stephanye Thauany Souza da Silva, de 29 anos, semanas após ter sido esfaqueada pelo ex-companheiro no bairro do Canaã, em Maceió. De acordo com a mãe da vítima, Djane Souza, de 47 anos, a facada atingiu diretamente o coração de Stephanye, fazendo com que ela ficasse extremamente debilitada mesmo após receber alta médica.

A jovem passou 15 dias internada no Hospital Geral do Estado (HGE). Na mesma data do óbito, a Polícia Civil de Alagoas efetuou a prisão preventiva do suspeito do crime.

Na manhã de segunda-feira, ela passou mal após a pressão arterial subir e foi levada pela mãe à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Lúcia, onde recebeu medicação e foi liberada para voltar para casa. No entanto, poucas horas depois, a jovem voltou a passar mal enquanto tomava banho. Stephanye foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas sofreu mais duas paradas cardiorrespiratórias a caminho do HGE e não resistiu.

O atentado contra a jovem ocorreu no dia 4 de junho. Ao ser socorrida desacordada e recuperar os sentidos durante o atendimento médico, Stephanye conseguiu apontar o ex-companheiro como o autor do ataque.

O pai do suspeito esteve no local e confirmou o relacionamento de cinco anos do casal, marcado por episódios conturbados. Ele revelou também que o filho possuía antecedentes criminais e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Stephanye já tinha uma medida protetiva de urgência contra o agressor

PRISÃO

O mandado de prisão preventiva contra o suspeito foi cumprido nessa terça-feira pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher 2 (DEAM 2), com apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e, caso a perícia confirme que o óbito foi consequência direta da facada no coração, ele responderá por feminicídio consumado, com pena que pode chegar a 40 anos de reclusão.

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