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AL registra 26 linchamentos com três mortes no primeiro semestre de 2026, apontaOAB

Entidade cobra celeridade nas investigações da Polícia Civil e lança cartilha para alertar sobre que a prática é crime

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Imagem ilustrativa da imagem AL registra 26 linchamentos com três mortes no primeiro semestre de 2026, apontaOAB
| Foto: GazetaWeb.com

Alagoas registrou 26 casos de linchamento, dos quais três resultaram em morte, apenas no primeiro semestre de 2026. Os dados foram apresentados nessa quarta-feira (15) pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL). O cenário aponta para um crescimento acelerado da violência, considerando que durante todo o ano de 2025 foram contabilizadas 31 ocorrências desse tipo no Estado.

Diante do alto número de registros, a Comissão da OAB/AL encaminhou um ofício ao delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Thales Araújo. No documento, a instituição solicita informações detalhadas sobre o andamento das investigações de cada um dos casos, cobrando a identificação e a responsabilização criminal de quem participou das agressões coletivas para evitar a impunidade.

Para o presidente da comissão, Arthur Lira, o indicador de ocorrências é preocupante e exige uma resposta rápida das autoridades públicas. Ele destaca que o cenário demanda uma atuação articulada e urgente das instituições de segurança e da sociedade civil organizada para prevenir e enfrentar essa forma grave de violência urbana.

Como parte das ações de conscientização e orientação, a OAB/AL lançou nesta quarta-feira a cartilha "Linchamento não é Justiça". O material didático esclarece quais condutas configuram o ato de fazer justiça com as próprias mãos, detalha as graves consequências jurídicas e penais para os autores e ensina a população a utilizar os canais adequados de denúncia diante de crimes.

A cartilha educativa será distribuída inicialmente em órgãos de atendimento direto ao público, como a Casa de Direitos e secretarias que prestam apoio a vítimas de violência. Segundo a comissão, a iniciativa busca promover os direitos humanos, fortalecer o Estado Democrático de Direito e disseminar a cultura da legalidade para a preservação de vidas no estado.

*com informações da assessoria da OAB/AL

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