Cidades
Popula��o reverencia os mortos
No coração, saudades. Na memória, lembranças. Nas mãos, velas e flores. Preces nos lábios. Uma vez por ano, a perda de um ente querido é recordada por milhares de pessoas que se dirigem aos cemitérios para celebrar o Dia de Finados, reverenciado no dia 2 de novembro. Na semana que antecedeu a data, a Gazeta visitou cemitérios da capital para acompanhar os ajustes finais e conhecer a programação que foi preparada para o dia. As instalações dos cemitérios passaram por reformas e o movimento de parentes começou a aumentar já na quinta-feira (29). Vendedores de lanches também surgem em maior volume. Amanhã, eles devem se postar na porta do cemitério, dividindo espaço com flores e velas dedicadas àqueles que agora jazem. ### Dom Muniz: ?Morrer não é o fim? O arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz cita a passagem da bíblia em que Jesus visita o túmulo de Lázaro, homem que voltou à vida graças ao milagre do filho de Deus, como o primeiro registro do Dia de Finados. Sobre o significado da data, ele comenta: ?É um dia de alegria, porque morrer não é o fim, é o caminho para a ressurreição?. Dom Antônio Muniz vai pregar a missa que será realizada no Cemitério da Piedade, no Trapiche, às 16 horas de amanhã. Celebrações vão acontecer em todas as igrejas da cidade e também nos principais cemitérios, como o São José, o de Jaraguá e o Parque das Flores. Gerente-geral do Campo Santo Parque das Flores, Cláudia Melro, convive com o tema há dez anos. Foi também em 1999 que o cemitério instituiu o Dia da Saudade, para amenizar o sofrimento de quem ia visitar alguém que tinha morrido, às vezes, de forma trágica. Ela relata que a iniciativa surgiu devido às reações que as pessoas tinham, geralmente de tristeza, quando a data chegava. ///