VIOLÊNCIA
Acusado de matar professora com 37 facadas vai a júri popular em Viçosa amanhã
Crime foi em 2018 e réu passou cinco anos foragido até ser preso no Mato Grosso; MP sustenta denúncia por feminicídio
O Tribunal do Júri da Comarca de Viçosa realiza amanhã (29) o julgamento de José Ricardo dos Santos. Ele é acusado de assassinar a professora Cenira Angélica Ventura da Silva, de 39 anos, em um crime ocorrido no dia 2 de março de 2018. O caso gerou grande repercussão em Alagoas devido à extrema violência empregada na ação. A sessão de julgamento está marcada para começar às 8h, no Fórum Desembargador Oscar Tenório, localizado na região central do município.
Os trabalhos de acusação do Ministério Público de Alagoas (MPAL) serão conduzidos pelo promotor de Justiça Gustavo Arns, que sustentará a denúncia por homicídio qualificado perante o corpo de jurados.
A peça acusatória imputa ao réu três qualificadoras específicas: o motivo fútil, o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o feminicídio, caracterizado quando o crime é praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar.
De acordo com as investigações da denúncia, Angélica, como a professora era conhecida na comunidade local, começou a sofrer as agressões físicas dentro da própria residência do casal. Na tentativa de escapar e salvar a vida, a vítima correu para a rua em busca de socorro. No entanto, ela acabou sendo alcançada pelo então companheiro, que desferiu 37 golpes de faca contra ela em plena via pública. A brutalidade do assassinato causou forte comoção e revolta na população na época.
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Após o cometimento do crime, José Ricardo dos Santos fugiu da região e conseguiu permanecer escondido das autoridades por mais de cinco anos. O trabalho de busca terminou somente em dezembro de 2023, quando o acusado foi localizado e detido no Estado de Mato Grosso.
Desde a sua captura em território mato-grossense, ele permanece custodiado no sistema prisional à disposição do Poder Judiciário alagoano para responder pelo ato.