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Alagoas registra 4ª maior taxa de letalidade em rodovias federais do País

Simultaneamente, CNT aponta que o estado tem os melhores pavimento e malha viária do Brasil

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BR-101 entre Teotônio Vilela e Junqueiro tem o trecho mais letal
BR-101 entre Teotônio Vilela e Junqueiro tem o trecho mais letal

Alagoas registrou uma taxa de 15 mortes para cada 100 acidentes ocorridos em suas rodovias federais entre janeiro e dezembro de 2025, conforme dados do Guia CNT de Segurança nas Rodovias 2026. O índice posiciona o estado com a quarta maior taxa de letalidade do Brasil, atrás apenas do Maranhão (22/100), Pará e Roraima (ambos com 20/100) e Amazonas (19/100). O levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indica que, simultaneamente, Alagoas possui a malha viária com a melhor qualidade de pavimento do país, com apenas 13,6% de sua extensão apresentando problemas nesse quesito.

Os registros oficiais apontam 629 acidentes nas rodovias federais que cruzam o território alagoano, resultando em 96 mortes e 740 pessoas feridas. A taxa de 15 óbitos a cada 100 sinistros é superior à média registrada na região Nordeste, de 12 mortes por 100 ocorrências, e quase o dobro da média nacional, fixada em 8 mortes para cada 100 acidentes. Em termos de volume absoluto, Alagoas apresentou redução de 11,7% no número total de acidentes e queda de 1,0% no total de óbitos em comparação a 2024.

A análise das causas dos sinistros revela que acessar a via sem observar a presença de outros veículos foi o principal motivo para a ocorrência de acidentes no estado, respondendo por 75 casos, o equivalente a 11,9% do total. No que se refere às fatalidades, a velocidade incompatível aparece como a causa mais recorrente, sendo responsável por 17 mortes, ou 17,7% dos óbitos registrados. Entre os tipos de acidentes, a colisão foi o mais frequente, com 354 registros e 54 mortes, seguida pelas saídas de pista, que somaram 86 ocorrências e 17 óbitos.

A BR-101 foi a rodovia federal com os maiores índices de sinistralidade em Alagoas, concentrando 254 acidentes e 31 mortes — 40,4% das ocorrências e 32,3% das fatalidades no estado. Entre os trechos com maior registro de mortes, destaca-se o intervalo entre os quilômetros 170 e 180 da BR-101, que engloba municípios como Teotônio Vilela e Junqueiro, onde ocorreram 6 óbitos em 21 acidentes. Outro trecho com alta letalidade situa-se na BR-423, entre os quilômetros 90 e 100, no município de Delmiro Gouveia, onde foram registradas 5 mortes em apenas 7 acidentes.

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A BR-316 também apresentou trechos com concentração de vítimas, especificamente entre os quilômetros 250 e 270, ligando os municípios de Satuba e Maceió, com 44 acidentes e 8 mortes no período pesquisado. Na BR-104, as ocorrências concentraram-se entre Maceió, Rio Largo e São José da Laje, com o trecho entre os quilômetros 80 e 100 registrando 52 acidentes e 5 mortes. Outros pontos de fatalidade foram identificados na BR-424, com 4 mortes em 8 acidentes no trecho próximo ao quilômetro 100.

Apesar da liderança nacional na qualidade do pavimento — com índice de problemas muito inferior à média brasileira de 56,5% —, as rodovias de Alagoas enfrentam outras deficiências estruturais. O relatório detalha que 58,7% da extensão das vias apresenta problemas de sinalização e 53,1% tem deficiências na geometria, além de nove pontos críticos identificados em toda a malha federal do estado.

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