Cidades
V�timas de viol�ncia trocam experi�ncias
Trocar experiências, estimular a ajuda mútua para superar traumas sofridos, recuperar a auto-estima e cicatrizar feridas. Esses são objetivos do I Grupo de Trabalho com Mulheres Vítimas de Crimes, assistidas pelo Centro de Referência de Direitos Humanos de Alagoas. O grupo começou a fun-cionar ontem e, segundo a advogada Aline Pedra, do Centro de Apoio às Vítimas de Crimes, o projeto se espelha em experiências já em andamento em outros centros e em situações vividas aqui mesmo, por vítimas assistidas no Centro de Apoio. ?A troca de experiências, mesmo dolorosas, num processo de recuperação, quase sempre traz resultados positivos?, testemunha a advogada Juliana Lopes, também da coordenação do programa. Funcionando com recursos do Ministério da Justiça, em convênio com a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, o Centro de Apoio às Vítimas de Crimes tem uma clientela formada, em sua ampla maioria, por mulheres vítimas da violência doméstica. Machucadas física e emocionalmente, elas contam com a assistência médica, psicológica, social e jurídica para superar seus traumas. E eles podem ter sido gerados até pela violência verbal, como foi o caso da professora Maria José Batista, em tratamento há quatro meses. Ela teve conhecimento do Centro de Apoio quando foi prestar queixa na Delegacia da Mulher contra o ex-companheiro. ?Hoje posso dizer que estou recomeçando a caminhar e recomendo a toda mulher que não se cale diante da violência, seja ela qual for. Sou uma vítima e ninguém pode avaliar as feridas que ficaram, mas estou me recuperando. Gostaria de ter conhecido isso aqui antes, porque não teria deixado me machucar tanto e teria ajudado minha irmã, que teve que deixar o Estado por causa da violência familiar.