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Lojistas cobram da Prefeitura ordenamento dos camel�s

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Maceió (CDL) cobra a promessa de ordenamento do comércio feita pela prefeitura, sobretudo em relação aos camelôs dos calçadões, cuja desorganização impede a livre movimentação dos consumidores. A categoria quer, ainda, a retirada dos ônibus da Rua do Comércio. O problema vem causando atropelamento de pedestres, porque as calçadas tomadas pelos camelôs impedem a passagem das pessoas que se arriscam na rua, em meio a ônibus que passam em alta velocidade. ?A desorganização é um fator primordial, gerando falta de segurança e engarrafamentos, afastando o consumidor do comércio?, diz o presidente da CDL, Wilson Barreto. Na sua opinião, os camelôs são um problema crônico e a Secretaria Municipal de Planejamento, juntamente com outros órgãos afins do município, além da CDL, Aliança dos Retalhistas e os lojistas em geral, tem se reunindo mensalmente para discutir o Projeto de Reabilitação do Centro. No último encontro, ocorrido na CDL, ficou decidida a elaboração de um programa de manutenção do Centro e a doação de novas barracas padronizadas. ?A prefeitura cumpriu um cronograma de obras de reparos físicos, como a substituição de grelhas e limpeza nos calçadões, e deu um prazo até 30 de junho para o ordenamento dos camelôs. O prazo foi ampliado para o final de julho, mas até agora nada foi feito em relação a essa outra questão?, confirma Barreto, ao explicar que se trata de padronizar mais 60 carrinhos de vendas, completando 192 camelôs padronizados. Inicialmente, 128 receberam as barracas. Camelôs querem mais vagas nos calçadões do comércio Os camelôs querem ampliar o número de vendedores padronizados nos calçadões do comércio em pelo menos 50 vagas, além dos 192 já existentes. A informação é do presidente da Associação dos Camelôs do Estado de Alagoas (Acacepeal), Laerson Lira, que diz ser constantemente pressionado quanto a isso, em função do crescente desemprego no Estado. Segundo ele, em toda a região central de Maceió são 1.600 camelôs, dos quais 560 legalizados. No total, existem aproximadamente mais de 16 mil camelôs, incluindo os feirantes. ?Antes de 1996, eram 1.100 apenas nos calçadões, mas nós estamos conseguindo contornar as conseqüências dos problemas sociais e impedir novas invasões no Centro, apesar da cobrança de lojistas e da prefeitura?, afirma Laerson, ao destacar que as lojas utilizam som em volume abusivo, enquanto os camelôs se aumentarem o volume levam suspensão. ?Hoje, se a associação não estivesse agindo, seriam mais de mil camelôs invadindo o comércio. A prefeitura tem três saídas para acabar com essa invasão: a criação de emprego e renda para a população, a legalização de uma área adequada para esse tipo de comércio ou então levar todos para fuzilar num paredão?, desabafa Laerson Lira. Ele ressalta que de nada vai adiantar utilizar os meios legais e a polícia para afastá-los, porque se estiver faltando comida em casa o camelô voltará a invadir áreas públicas para vender o seu produto. Ele garante, porém, que todo projeto é bem recebido, desde que contribua para manter a dignidade do camelô, a exemplo da padronização das barracas ao lado do Ginásio de Esportes do Colégio Estadual.

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