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Reuni�o vai exigir condi��o de trabalho

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Dirigentes de entidades que representam profissionais que trabalham na segurança pública de Alagoas se reúnem amanhã, apartir de 10 horas, na sede da Associação dos Oficiais Militares (Assomal), na praia do Sobral, para cobrar mais estrutura e investimentos para o setor e melhores condições de trabalho. A iniciativa foi motivada pelo episódio de quinta-feira, quando, após tentativa de assalto a uma agência da Caixa Econômica, em pleno Centro de Maceió, seguida de tiroteio, morreram um vigilante e o agente Anderson Lima, chefe do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre). Lima era tido como um dos mais bem preparados policiais civis e havia dois anos estava no cargo de comando das operações do grupamento de elite da Polícia Civil de Alagoas. ### Dirigentes dizem que situação é grave Para os dirigentes das entidades que representam os profissionais da segurança pública de Alagoas, como policiais civis e militares, o crime é mais uma prova do agravamento da situação no setor. ?A questão da crise na segurança de Alagoas vem nos preocupando há muito tempo. Não é de hoje que temos enviado ofícios à Secretaria de Defesa Social cobrando investimentos na área ? que não se resume à polícia, mas deve incluir também em programas sociais. Agora, a polícia passou a ser vítima também, mas o governo está inerte, porque continua faltando; a estrutura está um caos?, disse o sargento PM Teobaldo de Almeida, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos. ### Lessa: ?Trocar as cadeiras não adianta? Apesar de a Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal) considerar que a cúpula da segurança pública de Alagoas deve ser, obrigatoriamente, um dos temas em pauta, representantes de três das quatro entidades ouvidas pela reportagem da Gazeta consideraram que o encontro deve debater questões de ordem estrutural, condições de trabalho, e propor que a direção da Secretaria de Defesa Social cobre do governo do Estado essas melhorias e mais investimentos para o setor. ?Não defendemos que mudar [a cúpula] seja a solução. Apenas ?trocar as cadeiras? não adianta se não houver mais investimentos no profissional, por meio de melhores salários, como forma de incentivar o desempenho dessa função tão importante?, disse Antônio Carlos de Azevedo Lessa, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol). Segundo ele, a entidade cobra realização de concurso para agentes, escrivães e delegados. Só desses últimos, a entidade estima que a carência em todo o Estado seria de pelo menos 60 servidores. ///

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