ASSASSINATO
PC investiga hipótese de execução em morte de advogada no Benedito Bentes
Ana Walesca foi perseguida e baleada na cabeça e no tórax enquanto passeava com cachorro
A Polícia Civil de Alagoas descartou a hipótese de que a advogada criminalista Ana Walesca do Nascimento, de 34 anos, tenha sido morta no Benedito Bentes durante uma tentativa de roubo. O delegado do caso, Danilo Resende, reforçou a linha de investigação de que a profissional tenha sido vítima de uma execução. O crime ocorreu na noite de terça-feira (18), enquanto a mulher passeava com o cachorro.
“Tivemos acesso às câmeras de segurança da região. Os criminosos, provavelmente dois homens, se aproximam e efetuam os disparos. Não houve tentativa de roubo. Eles chegam e executam”, afirmou a autoridade policial.
Segundo a Polícia Civil, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e atiraram contra a vítima, mas a arma teria falhado. A vítima tentou fugir, mas foi perseguida e atingida por disparos na cabeça e no tórax. Ela morreu na mesma noite no Hospital Geral do Estado (HGE).
Uma motocicleta semelhante à que teria sido usada no crime foi apreendida após ser deixada em um posto de combustíveis. O veículo será periciado pela Polícia Científica, assim como dois celulares que pertenciam à vítima e que foram apreendidos.
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Ana Walesca foi sepultada na noite dessa quarta-feira (19), no Benedito Bentes, em um momento de comoção, com a presença de familiares, amigos e advogados. Houve pedidos de justiça. A representante do Sindicato dos Advogados de Alagoas, Dannyelle Godoy, lembra-se da colega de profissão com carinho. “A gente recebe [a notícia da morte] com muita tristeza. Ela era uma advogada dedicada e zelosa com os clientes. Confiamos no trabalho da polícia e estamos acompanhando as investigações. Pedimos Justiça”, afirmou ela.
LINHAS DE INVESTIGAÇÃO
Uma das linhas de investigação da Polícia Civil para a motivação do crime é o fato de Ana Walesca ser filha de um policial civil, que costumava visitá-la na região. Outra possibilidade é a de que a vítima tenha sido confundida com a esposa de um traficante que atua no local.
Como a mulher era advogada criminalista, os investigadores devem verificar se o homicídio tem relação com algum caso acompanhado por ela. Segundo a Polícia Civil, Ana Walesca não possuía inquéritos ou boletins de ocorrência relacionados a eventual envolvimento com crimes.
“Vamos tentar ver se há alguma testemunha ocular ou outras câmeras que podem ajudar. É possível ligar para o Disque-Denúncia para ajudar a polícia, no número 181 ou direto na delegacia”, disse o delegado Danilo Resende.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) manifestou “indignação e repúdio” diante do crime e afirmou que as circunstâncias da morte da advogada precisam ser rigorosamente esclarecidas.