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MEDIDAS PROTETIVAS

Alagoas tem 939 mulheres sob proteção da PM contra violência doméstica

Maceió e Arapiraca somam 1.050 encaminhamentos para fiscalização de medidas protetivas pela Patrulha Maria da Penha

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A proteção prestada às mulheres funciona 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, com rondas e visitas
A proteção prestada às mulheres funciona 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, com rondas e visitas | Foto: — Divulgação

Um total de 939 mulheres vítimas de violência doméstica está sob proteção direta da Patrulha Maria da Penha em Maceió e Arapiraca. Os dados foram divulgados pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). Desde o início do ano, 1.050 mulheres foram encaminhadas ao serviço responsável por fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas concedidas pela Justiça em Alagoas.

A capital alagoana concentra a maior parte dos casos, com 764 mulheres encaminhadas ao programa. Em Arapiraca, no Agreste do estado, são 286 assistidas. A juíza Soraya Maranhão, titular do 1º Juizado da Mulher da Capital, destaca que o monitoramento "contribui para prevenir novas situações de violência e tornar ainda mais efetiva a proteção".

O atendimento às vítimas em Maceió conta com seis viaturas e 25 militares. Segundo a sargento Cammylla Marques, a assistência tem início após o recebimento da ordem judicial, quando a equipe realiza a análise da documentação, o cadastramento da vítima e o planejamento das diligências, considerando o nível de risco e as particularidades de cada caso.

As assistidas recebem visitas periódicas para fiscalização e orientação sobre seus direitos. A sargento explica que, se houver descumprimento das medidas, a patrulha adota "imediatamente as providências legais cabíveis, podendo realizar a condução do autor à autoridade policial e comunicar o fato ao Poder Judiciário".

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A garantia de segurança às mulheres depende do fluxo direto entre os órgãos de fiscalização e a Justiça. De acordo com a sargento, "essa integração permite uma comunicação ágil, respostas rápidas em casos de descumprimento, maior proteção às mulheres e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência doméstica", o que assegura "maior segurança às vítimas".

Em Arapiraca, as mulheres atendidas são acompanhadas por uma equipe de 12 policiais nas ruas e três na parte administrativa, com apoio de três viaturas. A tenente-coronel Adriana Souza, comandante da Patrulha Maria da Penha, afirma que o trabalho "viabiliza uma rede de proteção integrada e também garante o cumprimento efetivo das determinações judiciais".

A proteção prestada a essas mulheres funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio de rondas presenciais, mensagens e visitas. Além de Maceió e Arapiraca, mulheres moradoras de Penedo, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios, Atalaia, Coruripe, União dos Palmares, Rio Largo e Delmiro Gouveia também contam com o serviço, operado por policiais militares ou guardas municipais.

Somente em Maceió, neste ano, mais de 1.200 medidas protetivas já foram concedidas a vítimas de violência doméstica — número 43% maior do que o registrado no mesmo período de 2025. A medida protetiva é concedida quando há elementos que indiquem que a mulher está em situação de violência doméstica e familiar e risco à sua integridade física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.

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