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Em semana de mobilização, Polícia Científica convoca famílias de desaparecidos para doar DNA em Alagoas
. Em Alagoas, os Institutos Médico-Legais (IMLs) de Maceió e Arapiraca são pontos de coleta
Há quase 20 dias, a família de Dorival Alves de Souza, de 47 anos, vive a angústia de não saber onde ele está. O homem saiu de casa, em Maceió, no dia 1º de agosto, para trabalhar e não voltou. Desde então, parentes tentam encontrar informações sobre o paradeiro dele. Os familiares compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) para a coleta de material genético, em busca de mais uma ferramenta para localizar o desaparecido.
Nesta semana, a Polícia Científica realiza uma mobilização nacional para ampliar a coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas. O material é utilizado para ajudar a identificar pessoas encontradas sem documentos ou sem identificação. Em Alagoas, os Institutos Médico-Legais (IMLs) de Maceió e Arapiraca são pontos de coleta.
A coleta é simples e feita com um cotonete na parte interna da bochecha. O material é encaminhado para análise e inserido nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Os dados são confrontados regularmente com perfis de pessoas encontradas sem identificação em todo o país.
A perita odontologista do IML de Maceió, Cláudia Ferreira, orienta que, preferencialmente, pais, mães, filhos ou irmãos biológicos façam a coleta, por apresentarem maior possibilidade de correspondência genética com a pessoa desaparecida.
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Segundo a Polícia Científica, o perfil genético pode ficar pronto em até 20 dias. Depois de inserido no banco estadual, ele é compartilhado automaticamente com o banco nacional, permitindo o confronto com amostras de outros estados.
Em Alagoas, 751 pessoas foram registradas como desaparecidas em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa aumento em relação a 2024, quando foram registrados 742 casos.