JÚRI POPULAR
Escultor pega 87 anos de prisão por matar quatro pessoas e ocultar corpos em poço
A acusação sustentou que os crimes foram cometidos de forma que dificultou a defesa das vítimas
O escultor Regivaldo da Silva Santana, conhecido como Giba, foi condenado a 87 anos e 4 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção e 366 dias-multa, pela morte e ocultação de cadáver de quatro pessoas em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O julgamento ocorreu nessa terça-feira (25), pelo Tribunal do Júri.
As vítimas — Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17; e Erick Juan de Lima Silva, de 20 — foram mortas em 13 de abril de 2024. Os corpos foram encontrados seis dias depois, escondidos dentro de um poço em uma propriedade rural onde Regivaldo morava.
Segundo as investigações à época, Erick e Lucas foram mortos primeiro. Os crimes teriam ocorrido porque o escultor os acusava de um furto de celular. As vítimas Letícia e Joselene teriam sido mortas para que os primeiros assassinatos não fossem descobertos.
Também foram julgados Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, apontados pela investigação como responsáveis por ajudar na ocultação dos cadáveres. Cada um foi condenado a 1 ano e 6 meses de prisão e 288 dias-multa. O Ministério Público de Alagoas informou que vai recorrer das penas.
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A acusação sustentou que os crimes foram cometidos de forma que dificultou a defesa das vítimas.
Regivaldo foi preso em flagrante no dia em que os corpos foram encontrados. Durante a operação na propriedade, foram apreendidas cerca de dez armas de fogo e acessórios de uso restrito sem autorização. Também foram encontrados animais mantidos em cativeiro, incluindo uma jiboia e uma cobra-píton. Wesley e Adriano foram presos no dia seguinte, em Sergipe.