FESTIVIDADE
Procissão reúne centenas de fiéis no dia de Nossa Senhora dos Prazeres em Maceió
Celebração em homenagem à padroeira saiu da Catedral Metropolitana e terminou com missa campal no Jaraguá
Centenas de fiéis prestigiaram, nessa quinta-feira (27), o dia de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió. Uma procissão percorreu as ruas do Centro, saindo da Catedral Metropolitana de Maceió em direção ao Estacionamento do Jaraguá, onde uma missa campal foi celebrada pelo arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Beto Breis.
A procissão encerrou uma programação iniciada no dia 17, com o novenário em preparação para a festa. Após a missa, ocorreu um show de evangelização.
Segundo Dom Beto, a devoção a Nossa Senhora dos Prazeres está ligada aos frades franciscanos e remete às alegrias de Nossa Senhora. “Ela acolhe, com certeza, com muita alegria, todos os seus filhos que vêm à sua casa”, afirmou Dom Beto.
Para a comerciante Alexandra Lima, a celebração tem um significado que ultrapassa a atividade profissional. “Sou devotíssima dela. Então é um dia muito especial para a gente aqui de Maceió, especial para mim também, para o meu negócio.”
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A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres tem origem em Portugal e chegou a Alagoas ainda no período colonial. Segundo o historiador e diácono da Arquidiocese de Maceió Álvaro Queiroz, o culto à santa ganhou força na região entre as décadas de 1720 e 1730, período relacionado à fundação do antigo engenho Massayó, na área onde hoje está a Catedral Metropolitana.
A devoção também foi trazida dos Montes Guararapes, em Pernambuco, e se espalhou pela região quando Alagoas ainda fazia parte da Capitania de Pernambuco.
Em 5 de julho de 1819, foi criada oficialmente a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres em Maceió. A atual matriz foi inaugurada em 1859, em solenidade que contou com a presença do imperador Dom Pedro II. Em 1920, com a elevação da então Diocese de Alagoas à condição de Arquidiocese de Maceió, a igreja passou também a exercer a função de Catedral Metropolitana.
A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres venerada na Catedral é do século XIX e foi uma oferta do Barão de Atalaia. Ela chegou ao templo em 1859 e permaneceu no altar-mor por mais de 150 anos. Em 2014, foi retirada para restauração e voltou à Catedral dois anos depois.