Cidades
Tradi��o da gorjeta � coisa do passado?
Revestida com papel de presente e confeccionada pelas mãos do funcionário ou funcionária mais habilidosa, no mês de dezembro, às vésperas do Natal, ela aparecia para ocupar um espaço em balcões, prateleiras e, principalmente, próximo aos caixas e máquinas registradoras. Para balconistas, vendedores e demais trabalhadores, a ?caixinha de Natal? representava a possibilidade de um dinheirinho extra no fim do ano, uma espécie de 14º salário. Bastava apostar no espírito natalino, do qual todos deveriam ser tomados no último mês do ano e esperar aquele troco, ao fim das compras natalinas. Mas a realidade mudou. A chegada das grandes lojas e magazines, o ?sumiço? das moedas na praça, além de outros fatores estão acabando com a tradição das caixinhas de Natal no comércio do Centro de Maceió. ### Comissão sobre vendas teria prejudicado arrecadação Segundo o presidente da Aliança Comercial, os vendedores de lojas já não precisam tanto do dinheiro apurado com as caixinhas de Natal. ?Como hoje passou-se a usar outro critério salarial como a comissão, sempre que tem essas datas de Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados, que as vendas dobras e triplicam, os vendedores compensam as perdas da caixinha de Natal?, explica. Mas, segundo ele, se no comércio, com a chegada das grandes lojas, as caixinhas estão desaparecendo, nos outros estabelecimentos, onde o atendimento é personalizado e a transação se dá entre o comprador e o balconista, o recipiente para depósito da gorjeta ainda funciona. ///