loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Cartilha traz novas dicas sobre compra de im�vel

Ouvir
Compartilhar

Quais são os cuidados que o futuro mutuário deve ter na hora de pleitear um financiamento para a compra de imóvel e por que o saldo devedor nunca diminui? Pelo contrário, sempre aumenta? Essas são algumas dicas e informações trazidas pela Cartilha da Casa Própria, lançada esta semana em nível nacional pela Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) Essa é a terceira edição da cartilha, que traz dicas importantes para o mutuário e aborda a questão habitacional do País de forma clara e objetiva. ?Ter uma casa própria para abrigar a família é o sonho de todo cidadão brasileiro. Só que a realização deste sonho não é tão fácil para a maioria da população?, afirma o advogado alagoano Anthony Fernandes Oliveira Lima, presidente da ABMH Ele diz que a cartilha foi atualizada ao incluir informações com as novas modalidades habitacionais lançadas pelo governo federal, a exemplo do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e sobre o sistema de amortização do financiamento e a questão de duplicidade contratual com cobertura do Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS). Cuidados Para Fernandes, os financiamentos da casa própria ainda não conseguiram resolver o problema habitacional do País. ?É só apresentar os números sobre o déficit habitacional, que hoje está em 6,6 milhões de moradias. Isso quer dizer que 30 milhões de pessoas ainda não têm casa própria no Brasil?, afirma, acrescentando que a cartilha da ABMH ensina todos os cuidados que a pessoa deve ter quando for financiar um imóvel. Os cuidados que o futuro mutuário deve ter na hora do financiamento começam quando ele for procurar um imóvel, que deve atender suas necessidades atuais. Por exemplo: se você é casado e tem apenas um filho, então não deve comprar um imóvel de três quartos. É bom lembrar que o dinheiro do financiamento conta juros e, por isso, o futuro mutuário não deve pegar um empréstimo além de suas possibilidades de pagamento. A ABMH recomenda que a pessoa deve comprar um imóvel menor e pagar, para depois partir para uma casa ou apartamento maior. O mutuário também deve usar todo o saldo do FGTS como entrada, diminuindo o valor financiado. Ele também deve optar por um plano de correção com índices que acompanhem a evolução do seu salário, normalmente com reajuste anual. Tente, também, fazer com que os reajustes sejam feitos no mês de sua data-base. Para quem é autônomo, o plano de correção monetária deve ter como índice o INPC. Outra dica: não comprometa mais do que 15% de sua renda com a primeira prestação, porque isso lhe dará uma folga para que, durante o financiamento, ele venha a comprometer até 30%, sem tornar o mutuário inadimplente. A cada dois anos, o mutuário deve sacar o FGTS e liquidar parte do saldo devedor para se livrar mais rapidamente da dívida. Saldo devedor Sempre que tiver dinheiro sobrando, use também para amortizar o saldo devedor. ?Não compensa você fazer poupança, por exemplo, se você receberá TR mais 6% ao ano de correção e juros, enquanto estará pagando TR mais 8% a 12% ao ano sobre o saldo devedor?, ensina a cartilha, recomendando que o mutuário deve, ainda, usar na amortização o 13o salário. ?Lembre-se sempre que um financiamento é empréstimo de dinheiro a juros e quanto mais rápido você devolver o dinheiro emprestado, menos juros irá pagar?. A pergunta mais comum feita pelos mutuários é a seguinte: porque o saldo devedor nunca diminui? Segundo a cartilha, os sucessivos planos econômicos inflaram o saldo devedor dos financiamentos habitacionais ilegalmente. Em 1990, por exemplo, o saldo foi reajustado em 84,32%, enquanto as cadernetas de poupança receberam 41,28%. Para corrigir essa distorção, foi criada a Taxa Referencial (TR), entre outras medidas, que serviria para compor a remuneração aplicativa às cadernetas de poupança para torná-la mais atrativa do ponto de vista da rentabilidade, competindo com fundos de investimento. ?Com isso, se desvirtuou a finalidade da poupança, que era manter o dinheiro corrigido frente à inflação e, por este motivo, também se tornou ilegal a sua utilização para a correção monetária dos saldos devedores de financiamentos do SFH, já que sua aplicação gera um duplo ganho sobre o capital emprestado, qual seja, correção monetária por TR (disfarçada sobre rubrica de poupança) e mais juros contratuais. Imóvel usado Com relação ao financiamento de imóveis usados, modalidade que foi lançada esta semana pela Caixa Econômica Federal (CEF), Anthony Fernandes diz que a ABMH não vê ?com bons olhos esse tipo de financiamento?, porque, segundo ele, o financiamento terá juros de 10% mais TJLP, que vai de 3,5% a 5,5% ao ano, com uma média de reajuste contratual de 13 a 15%. ?Se com juros de 12%, o mutuário não agüenta, imagine com 15%?, observa ele, acrescentando que esse tipo de financiamento não garante que, ao final do contrato, o imóvel seja quitado. No momento, acredito que esse sistema é inviável e só serve para aquecer o mercado de usados?, conclui.

Relacionadas