VESTIBULAR
Enem 2026: 92,9 mil alagoanos entram na reta final de estudos
Professores orientam foco na correção de falhas específicas e descanso para os estudantes inscritos nos dois dias de provas
A menos de um mês para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, mais de 92,9 mil estudantes em Alagoas e cerca de 5 milhões de candidatos em todo o país entram na fase decisiva de preparação. Neste trecho final, educadores e alunos destacam que o objetivo não é absorver conteúdos inéditos, mas sim ajustar a rotina, revisar tópicos essenciais e preservar a saúde mental.
A organização da rotina e a gestão emocional tornaram-se prioridade entre os alunos do 3º ano. Bruna Letícia, de 17 anos, redefiniu sua estratégia após tentar abarcar todo o edital nos primeiros meses de preparação. Conciliando as aulas com o reforço em disciplinas de exatas, a candidata a uma vaga em Ciências Biológicas optou por otimizar o tempo de estudo diário. “Eu tentava abraçar muito assunto de uma vez. Agora estou priorizando o básico bem-feito, entender o que é mais importante e respeitar meu limite”, relata a estudante, que busca manter a constância nos exercícios de Matemática e Física sem comprometer seu bem-estar.
A busca por métodos de estudo mais eficientes e sustentáveis também marcou a trajetória da aluna Carla Geovanna Cavalcante, de 17 anos, do Colégio Padrão. A estudante passou a recorrer à contextualização de fatos históricos como ferramenta para enriquecer a argumentação da redação e compreender problemas da atualidade. Para Carla, a reta final exige um equilíbrio rigoroso entre foco acadêmico e descanso adequado para evitar a exaustão física e cognitiva no dia do exame. “Estudar exausta não funciona. Relaxar não é esquecer a prova, é entender que preciso estar bem para dar o meu melhor”, pondera a jovem ao avaliar a gestão do cansaço na véspera dos testes.
A experiência como treineiro surge como uma alternativa consolidada para os alunos do 2º ano, a exemplo de Abraão Silva. Sem a exigência de aprovação imediata, o estudante utiliza o exame para testar a gestão do tempo, o controle do nervosismo e o formato das questões. Acompanhando o ritmo das aulas e valendo-se de recursos digitais complementarmente, o jovem busca alcançar mais de 900 pontos na redação e aprimorar a interpretação em Matemática, tomando o resultado atual como diagnóstico para o ciclo definitivo do próximo ano.
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Entre os professores, a orientação principal é manter a disciplina por meio de revisões direcionadas e focadas nas fragilidades individuais. A professora de Ciências da Natureza Valquíria Balbino recomenda o uso de mapas mentais, esquemas visuais e a resolução de provas anteriores com análise comentada de cada alternativa. A educadora ressalta a importância de dar atenção especial a temas frequentes no exame, como ecologia, impactos ambientais, mudanças climáticas e biotecnologia.
Já no preparo para a prova de redação, a professora Belle Barros orienta os estudantes a realizarem um levantamento pontual de deficiências recorrentes, prevenindo falhas como a construção de argumentos superficiais, repertórios socioculturais desconectados do tema e propostas de intervenção genéricas. Segundo a docente do Colégio Padrão, a conquista de uma nota alta decorre da aplicação de técnica, estratégia e treino contínuo, reforçando que a segurança do candidato nasce da plena compreensão do processo de correção e da estrutura exigida pelo exame.