JULGAMENTO
Serial killer de Maceió é condenado a mais 60 anos por matar casal no Vergel
Com a nova sentença, Albino Santos de Lima soma 294 anos, dois meses e 13 dias de condenações
Albino Santos de Lima, conhecido como "serial killer de Maceió", foi condenado a mais 60 anos de prisão pelo assassinato de Débora Vitória Silva dos Santos, de 21 anos, e do namorado dela, John Lennon Santos Ferreira, de 20. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri nessa quinta-feira (22), em Maceió. O casal foi morto a tiros em 18 de dezembro de 2023, no bairro da Levada.
Este foi o décimo julgamento de Albino. Com a nova sentença, o total de reclusão chega a 294 anos, dois meses e 13 dias. Ele está preso desde 17 de setembro de 2024.
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) sustentou que os homicídios foram cometidos por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. A acusação apontou elementos da investigação, incluindo laudos periciais e arquivos digitais atribuídos ao réu, para sustentar a responsabilidade dele pelas mortes.
Segundo a investigação, os dois caminhavam quando foram surpreendidos pelos disparos. John Lennon morreu no local. Débora foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
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Embora a soma das condenações ultrapasse 294 anos, a legislação penal brasileira estabelece em 40 anos o limite máximo de cumprimento de pena privativa de liberdade. O período efetivo de prisão depende das regras de execução penal e da análise judicial do caso, incluindo os requisitos legais para eventuais benefícios.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Vilas Boas mencionou um laudo psiquiátrico e afirmou que o documento apontaria indiferença do réu aos sentimentos de outras pessoas. “Matar um ser humano ou um mosquito para ele tanto faz”, declarou o promotor.
A acusação também defendeu que os crimes fossem analisados à luz dos elementos reunidos na investigação. A defesa, conduzida pelo advogado Geoberto Bernardo de Luna, afirmou que todo acusado tem direito de se defender.
O advogado relatou episódios da infância de Albino nos quais, segundo ele, o réu teria dividido alimentos com um colega que não tinha lanche e dado calçados a outro menino.
“Por que eu conto isso? Para provar que o Albino é uma pessoa boa. Se tiver cometido algum crime, foi algo eventual, mas ele é uma pessoa boa”, afirmou. O advogado também citou o laudo psiquiátrico para argumentar que o documento registrava funções como percepção, memória, inteligência e consciência dentro da normalidade.
Albino ficou conhecido como o “serial killer de Maceió” após ser apontado pela Polícia Civil como responsável por uma série de 18 homicídios e tentativas de assassinato ocorridos entre 2019 e 2024.