loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 24/10/2026 | Ano | Nº 6340
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

LEVANTAMENTO

Com aumento de 80% da frota, motociclistas somam 59% das mortes no trânsito em Alagoas

Detran/AL mostra queda de 15% nos óbitos em 2025, mas 403 dos 682 deles foram sob duas rodas

Ouvir
Compartilhar
Em Maceió, o DMTT registrou 1.084 sinistros, 913 feridos e 49 mortes no trânsito durante 2025
Em Maceió, o DMTT registrou 1.084 sinistros, 913 feridos e 49 mortes no trânsito durante 2025 | Foto: DIVULGAÇÃO

Alagoas registrou 682 mortes no trânsito em 2025, 15,3% menos que as 805 de 2024. A motocicleta, porém, continua sendo o principal vetor da letalidade: 403 das vítimas (59%) estavam sobre duas rodas. Os números constam do estudo “Segurança viária em Alagoas: do diagnóstico à ação”, divulgado em julho pela Chefia de Segurança no Trânsito do Detran/AL. O documento cruza dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), da Polícia Civil, do Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (DMTT) de Maceió, de hospitais e do Corpo de Bombeiros. A queda vem depois de uma alta de 30,3% em 2024 e reduz a taxa de mortalidade para cerca de 21 por 100 mil habitantes, ante 25 em 2024 e 19 em 2022.

Entre 2016 e 2025, a frota de motos cresceu 80,5%, de 310.884 para 561.258 veículos. Os condutores habilitados para pilotá-las aumentaram 74%, para 411.397, e sobram quase 150 mil motocicletas sem um habilitado correspondente. Entre os carros ocorre o inverso, com 726.786 condutores para 583.909 veículos. Segundo o estudo, a letalidade das motocicletas em 2024 foi 11 vezes a dos automóveis. Os bombeiros indicam que 74,7% das ocorrências atendidas em 2025 envolveram ao menos uma moto, e o Hospital de Emergência Daniel Houly, em Arapiraca, teve 64,8% de acidentes de moto entre 14.432 atendimentos.

Nas rodovias federais, a PRF contou 614 sinistros em 2025, 12,03% menos que em 2024. As mortes, no entanto, subiram de 91 para 93, e a letalidade passou de 0,13 para 0,15 morto por sinistro. A BR-101 (258), a BR-316 (184) e a BR-104 (128) concentram 92% das ocorrências. O levantamento aponta que a ausência de barreira central favorece colisões frontais em ultrapassagens. Em pista simples, o risco de morrer é 2,5 vezes maior que em pista dupla. Álcool, contramão e condutor dormindo respondem por quase 35% dos óbitos, embora apareçam em menos de 15% dos sinistros.

O ponto mais tenso do estado está na BR-316, em Palmeira dos Índios, entre os km 154,8 e 158,5: 38 ocorrências em 3,7 km, ou 10,27 por quilômetro. Na BR-104, o trecho de Rio Largo (km 83,3 a 92,1) tem 3,52 ocorrências por quilômetro, e o município encabeça o ranking federal, com 59 registros.

Shorts Youtube
Play
Vídeo mostra ex-funcionários espancando gata em Maceió

Vídeo mostra ex-funcionários espancando gata em Maceió

Play
Veja como foi o ato de apoio a Flávio Bolsonaro em Maceió nesta quinta-feira

Veja como foi o ato de apoio a Flávio Bolsonaro em Maceió nesta quinta-feira

Play
Mais de 2,4 milhões de eleitores de Alagoas estão aptos a votar no segundo turno

Mais de 2,4 milhões de eleitores de Alagoas estão aptos a votar no segundo turno

Play
Lula aposta no legado social, enquanto Flávio explora o desejo de mudança

Lula aposta no legado social, enquanto Flávio explora o desejo de mudança

Play
Célia Rocha mostra disposição no Bloco do 22 e reforça apoio a Flávio e Alfredo

Célia Rocha mostra disposição no Bloco do 22 e reforça apoio a Flávio e Alfredo

Na BR-101, o relatório destaca São Miguel dos Campos (km 138,3 a 149), onde há tombamentos de carga e quedas de motociclistas em viadutos, como no km 140. O segmento entre Teotônio Vilela, Junqueiro e São Sebastião soma 52 casos, e em Junqueiro (km 188) falhas mecânicas em veículos pesados causam engavetamentos. Satuba e Maceió, na BR-316 (km 262,8 a 272), somam 29 sinistros, com colisões frontais sob chuva, como a do km 266 entre um carro e um micro-ônibus. Em Messias, na BR-104 (km 70), e em São José da Laje (km 0 a 8), o documento liga declive e velocidade a tombamentos fatais.

Nas rodovias estaduais, o BPRv computou 832 sinistros. A AL-220 lidera, com cerca de 180 ocorrências e 12 mortes. Em Arapiraca, a via concentra choques transversais nos bairros Canafístula e Bom Sucesso, com muitas lesões em pernas de motociclistas em canteiros centrais irregulares. Em Maragogi e Japaratinga, a AL-101 Norte soma aproximadamente 115 registros e 8 mortes, com atropelamentos e álcool entre as causas. Na AL-101 Sul, o trecho de Marechal Deodoro até o Trevo do Polo é dominado por colisões traseiras. A AL-110, entre Arapiraca e São Sebastião, aparece com o maior índice de óbitos isolado na base do BPRv.

Na capital, o DMTT contabilizou 1.084 sinistros, 913 feridos e 49 mortes. As avenidas Durval de Góes Monteiro (130 ocorrências), Fernandes Lima (118) e Menino Marcelo (90) lideram a lista, e a Menino Marcelo, a Via Expressa, é apontada como a de maior risco para motociclistas. Entre os bairros, o Tabuleiro do Martins tem mais registros, seguido de Antares, Serraria e Jatiúca.

Os sinistros se concentram nos fins de semana: os bombeiros atenderam 529 ocorrências aos domingos e 512 aos sábados. O total chegou a 3.012 registros em 2025, 5,83% mais que os 2.846 de 2024. O período noturno é o mais letal, por causa da falta de iluminação e do álcool.

Das 4.110 internações pelo SUS por acidentes de transporte, 38% não informam o meio de transporte da vítima.

De acordo com o Detran/AL e o DER/AL, em resposta aos números, os órgãos iniciaram a implantação de uma fiscalização eletrônica nas rodovias estaduais, hoje sem monitoramento. O estudo cita que esse tipo de fiscalização resultou na redução de até 66% nos sinistros em experiências nacionais.

Relacionadas