Cidades
Alagoas recebe tempestades de ver�o
Vórtice ciclônico de altos níveis, fenômeno de resfriamento do Pacífico, elevação da temperatura do Atlântico entre os trópicos e frente fria proveniente do Polo Sul. Este monte de palavras complicadas pode ser resumido numa expressão que o alagoano conhece bem: ?tempestade de verão?. Quando estes fatores climáticos se combinam, o resultado pode ser uma sequência de desastres provocados pelo mau tempo, com deslizamentos de barreiras e inundações de áreas. Após as tragédias registradas em São Paulo e a morte de mais de 50 pessoas em Angra dos Reis (RJ) nos últimos dias, Alagoas pode sofrer dois grandes temporais entre o fim deste mês e o período de carnaval. O alerta foi lançado esta semana por um dos meteorologistas mais requisitados do País, o diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luiz Carlos Molion. ### Radar alerta sobre queda de chuvas Terça-feira, 5 de janeiro, dez da manhã. Uma chuva fina cai na enseada de Pajuçara e Luiz Carlos Molion começa a dar entrevista com o alerta para a previsão do clima. De repente o ?homem do tempo? para de falar, olha para o céu, franze a testa, suspira, esboça um sorriso e arrisca: ?Pode ser que hoje tenha trovões?. Como se alguém no céu tivesse ouvido, em cerca de quinze minutos vem a resposta. ?Cabruuuum?. ?Está ouvindo esse aí? Daqui a pouco essa chuvinha vai ficar bem mais forte, pode esperar?, já falava com certeza o meteorologista. Dito e feito. Menos de duas perguntas depois, a precipitação era torrencial, aliada a ventos fortes que desarmavam guardas-chuvas. Os pingos grossos faziam barulho, pessoas se abrigavam em barracas da orla ou na primeira área coberta que encontravam, enquanto Molion parecia se deliciar com a manifestação da Natureza. ### Município faz trabalho preventivo ?Estamos preparados para enfrentar qualquer temporal ou tempestade?. A garantia juramentada pelo coordenador da Defesa Civil de Maceió, coronel Antônio Almeida, baseia-se na estrutura montada com os órgãos da prefeitura que compõem o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), no trabalho preventivo realizado nas 72 áreas de risco da capital e no Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR) elaborado em 2007. O coronel destaca os avanços na área para lidar com as intempéries, que permitiram reduzir em 60% o tempo de resposta a emergências. ?Antes a estrutura era falha e nem tínhamos parâmetros para conhecer os problemas a enfrentar. Hoje nós trabalhamos a partir das estatísticas?. ///