Cidades
Projeto devolve esperan�a a jovens
Paz, um futuro longe do vício e dentro da escola. Essas são as linhas adotadas pelo Projeto de Proteção dos Jovens em Território Vulnerável (Protejo). Mantida pelo governo federal, em parceria com o governo do Estado e município, a ação faz parte do Território de Paz e integra o conjunto de políticas do Ministério da Justiça para conter o avanço da violência nas periferias do país. Em Alagoas, ele é desenvolvido há um ano e mobilizou 350 jovens, como parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Os inseridos no programa somam vitórias pessoais e até sonham com futuro, como a possibilidade de se tornarem multiplicadores de ações continuadas e permanentes que ajudem a livrar outros adolescentes em situação de risco. Paralelo a isso as famílias também foram acompanhadas psicológica e socialmente. Até aqui a avaliação é positiva. ### Medidas socioeducativas são cumpridas no Protejo O trabalho da advogada Thays Agra e da equipe responsável pelo projeto repercute positivamente nas esferas políticas e administrativas, motivo pelo qual o articulador em Alagoas do Pronasci, advogado Narciso Fernandes, defende a renovação do projeto junto ao Ministério da Justiça. ?São resultados expressivos que mostram que, quando se dá oportunidades, a resposta positiva é inevitável. Salvamos vidas?, destacou Narciso. Outro defensor do projeto é juiz substituto da Infância e da Adolescência da capital, André Gêda. Em 27 sentenças, ele recomendou que os adolescentes cumprissem medidas socioeducativas no Projeto de Proteção dos Jovens em Território Vulnerável (Protejo). ### Ação mostra importância da escola O início do ano chegou com uma sensação de incerteza para os integrantes do Protejo, embora o governo do Estado tenha garantido a continuidade do projeto A estrutura para o trabalho já foi montada. Com o apoio das escolas, os coordenadores conseguiram mostrar para os adolescentes o quanto a escola é importante. Na Rodriguez de Melo, há dois anos a polícia precisou ser chamada por conta da informação de que um estudante estava armado. Com o Protejo o clima é outro. Segundo a diretora da unidade, Mércia Costa, o trabalho desenvolvido é empolgante. ?Nós abraçamos o projeto. Temos alguns alunos recuperados. Para mim, que apresentei um trabalho sobre violência, isso tudo foi muito importante. Plantamos uma semente da paz?, disse a diretora, que tem 30 anos de experiência. ///