Cidades
Empresa espera resgatar credibilidade do cheque
As operações com cheque movimentaram R$ 1,8 trilhões no Brasil, em 2001. Só os pré-datados injetaram R$ 235 bilhões no mercado financeiro. Apesar disso, os cheques nem sempre são bem-vindos nos postos de combustíveis de Alagoas. A maioria dos revendedores prefere perder o cliente a engrossar os índices de prejuízos causados pela inadimplência dos pagamentos em cheques, que gira em torno de 5% no País. Na tentativa de mudar esse perfil representantes da TeleCheque realizaram, ontem, no Hotel Matsubara, uma palestra para o setor, a convite do Sindicato dos Combustíveis. ?É impossível para qualquer setor do comércio ignorar esse tipo de transação?, argumenta José Renato Leite Dantas, diretor regional da TeleCheque. A empresa tem trabalhado, segundo ele, buscando restabelecer a credibilidade das operações com cheque, assegurando a garantia que o comerciante precisa. Na sua opinião, os postos preferem não trabalhar com cheques porque não sabem como lidar com operações de crédito de risco. Ele reconhece que o índice de inadimplência é grande, mas assegura que o sistema de trabalho da TeleCheque reduz essa inadimplência a 2% e com 100% de segurança para o comerciante. ?Nós assumimos o risco dos cheques autorizados?, diz ele. ?Trabalhar com cheque é muito mais fácil e beneficia tanto o consumidor quanto o comerciante, e nós pretendemos mostrar isso aos revendedores de combustíveis?, observa Renato. Se conseguir, em breve o consumidor alagoano poderá ter muito mais facilidade em pagar com cheque o combustível do seu carro.