Cidades
M�dicos n�o aceitam dividir custo de partos
Os médicos não aceitam mais dividir os prejuízos pela baixa remuneração e a defasagem de valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo nos procedimentos obstétricos, para os quais algumas casas de saúde e hospitais acordaram a retenção de 30% dos honorários médicos para compensar as perdas. Em reunião com o Conselho de Medicina, Sindicato dos Médicos e Sindicatos dos Hospitais, eles resolveram pressionar o governo federal e o gestor de saúde no sentido de garantir os custos do atendimento em obstetrícia, para não suspender os serviços em Alagoas. ?Para manter o serviço, algumas casas de saúde fizeram acordos com médicos, até dezembro, e estão descontando dos seus honorários, mas nós, do sindicato, não concordamos com essa situação, que fere até mesmo o Código de Ética Médica?, disse o secretário-geral do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão. Os serviços do SUS estão há sete anos sem reajustes e a área mais afetada é a de obstetrícia, pois houve aumentos de insumos e há prejuízos constantes. Uma das saídas para o setor, segundo Wellington, seria o pagamento de mais R$ 40,00 por cada atendimento a parturiente, conforme prevê o Programa de Humanização do Parto, do governo federal. Ele lembra que 75% dos partos no Estado são feitos nas unidades de saúde filantrópicas, que inclui o Hospital do Açúcar e várias casas de saúde e maternidades.