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Prefeitura j� fala em atrasar entrega de aterro sanit�rio

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Está no Diário Oficial do Município do último dia 2, terça-feira: ?Primeira célula do aterro já deve funcionar em março?. A notícia se refere à construção da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos de Maceió, nome técnico do já popularmente conhecido aterro sanitário. As chuvas, entretanto, atrapalham mais uma vez as obras da prefeitura na capital alagoana. Prevista para ser inaugurada até o dia 20 de março deste ano, a primeira célula do aterro, ou seja, a primeira área estruturada para a utilização, não deve ficar pronta até o prazo estabelecido. Talvez nem se possa estabelecer um novo prazo para a entrega dela, se a chuva resolver não dar trégua nos próximos dias. É o que diz o assessor técnico da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), Alder Flores. ### Lixão será desativado em 20 dias De acordo com o projeto apresentado pela prefeitura, o aterro compreenderá uma área total de 139 hectares e uma área construída de cerca de 90 hectares. As obras, como foi definido em março de 2009, quando o Consórcio V2 Ambiental venceu o processo licitatório, estão orçadas em cerca de R$ 300 milhões. Pelo valor, o consórcio deve estruturar as quatro células do aterro e operá-las durante cinco anos cada uma, num total de 20 anos. Além disso, também deve recuperar a área degradada durante 43 anos pelo ?Lixão?, no bairro de Cruz das Almas. ### Catadores têm atividade ameaçada À medida em que se aproxima o dia da inauguração da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos de Maceió, aumenta a preocupação dos catadores de lixo que têm hoje no Lixão o seu principal ambiente de trabalho. O possível adiamento da conclusão das obras pouco conforta os moradores das Vila Emater 1 e 2, no Alto de Jacarecica, também conhecida como ?Favela do Lixão?. Seja em março próximo ou mais adiante, a consequência é a mesma e é iminente: o meio de sobrevivência de cerca de 500 famílias está ameaçado. ### Coleta seletiva ainda não engatou Na região metropolitana de Maceió, são duas as cooperativas que trabalham com o lixo, além da CoopVila: a dos Recicladores do Estado de Alagoas (Cooprel), a de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (CoopLum), além do Projeto Pitanguinha Minha Vida de Coleta Seletiva de Lixo. ?O serviço de coleta seletiva existe e funciona em Maceió?, garante o superintendente da Slum, Ernande Baracho. E dá exemplos: ?Coletamos esse lixo do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, de vários supermercados. E trabalhamos junto com todas as cooperativas?. Mas, para a coordenadora técnica do Ceasb, esse é exatamente o problema. ?A cidade precisa ter uma cobertura total da coleta seletiva?, diz Ana Lúcia Menezes. ### Moradores temem ser despejados da vila Há quem considere a insatisfação dos catadores uma ?bomba-relógio?, prestes a explodir em ano eleitoral. Fato é que, até agora, os moradores da Vila Emater não estão convencidos sobre os esforços da prefeitura para dar assistência após a desativação do Lixão de Cruz das Almas. E, entre esses, há quem esteja certo de que o poder público municipal quer mesmo expulsar todos os moradores do local, que será recuperado. A preocupação tem fundamento, já que a ?Favela do Lixão? é cercada por mansões nada modestas. Dizem os moradores que nelas moram ?gente do mundo político e até juiz?. ///

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