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Viol�ncia sexual atinge 200 menores em Macei�

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O Conselho Tutelar da Criança e Adolescente de Maceió registra uma média de 200 casos de violência sexual contra adolescentes e crianças por ano na capital, sendo que 40% das agressões são praticadas nas próprias casas pelos pais ou padrastos das vítimas. De acordo com informações do conselho, quando a violência contra as crianças ou adolescentes são praticadas pelo seu pai ou padrasto, ou qualquer outro membro da família, a vítima é conduzida temporariamente para um local seguro, para que não seja descoberta pelo autor da agressão. Conforme Dione Cavalcante, membro do conselho tutelar, 30% das denúncias feitas ao conselho são formuladas por pessoas que não são parentes ou familiares das vítimas. Ela acrescentou que muitas mães deixam de denunciar seu marido ou padrasto de seus filhos junto ao conselho, para não sofrer represália por parte de um deles. Após fazerem a denúncia junto ao conselho, segundo Dione Cavalcante, essas mulheres, por não ter onde morar, são praticamente obrigadas a retornar a sua casa, onde se encontra o agressor, correndo risco de serem violentada ou até mesmo assassinada por ele. ?É preciso que elas se conscientizem da importância da denúncia junto ao conselho, para evitar que violência maior aconteça contra ela ou seus filhos?, enfatizou. HPS Grande parte das crianças vítimas de violência doméstica que dão entrada na Unidade de Emergência Armando Lages (UE) não tem seus casos revelados pelos pais. Conforme informações da assistente social Valkíria Padilha, as vítimas têm seus casos registrados, na maioria das vezes, como queda, quando na verdade são agressões praticadas em sua própria casa, em grande parte, pelo pai ou padrasto. Ela afirma que a agressão é descoberta através dos exames realizados nas vítimas no próprio hospital. ?Através dos exames e a nossa larga experiência, constatamos as marcas das violência nas crianças ou adolescentes?, acentuou. Segundo Valkíria Padilha, o Pronto-Socorro já se tornou porta de entrada para casos constantes de violência doméstica contra crianças, jovens e adolescentes. Ela citou o caso de uma jovem de 22 anos que foi agredida a tiros pelo próprio marido e acabou ficando tetraplégica. ?A mãe estava com seu filho de 2 anos em seus braços e acabou sendo agredida violentamente pelo seu esposo?, acentuou. Conforme suas informações, o desemprego é um dos principais fatores que levam o pai a partir para a violência contra seus filhos. ?Não suportando o choro das crianças por causa da falta da alimentação ou outras necessidades dentro de sua casa, os pais acabam partindo para a violência contra os seus filhos?, acentuou. Na tentativa de proporcionar melhor atendimento às vítimas da violência, afirma Padilha, o Hospital de Pronto-Socorro pretende trabalhar, ainda este ano, em parceria com o Centro de Apoio às Vítimas (CAV). O CAV, afirma, pretende dar continuidade ao trabalho de assistência que vem sendo prestado dentro da unidade, através do apoio domiciliar às vítimas que recebem alta do hospital.

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