Cidades
�guas destroem im�veis na Barra Nova
Marechal Deodoro ? O cenário paradisíaco da praia da Barra Nova deu lugar à destruição. Por causa da fúria do mar, que a cada ano retoma o espaço aterrado, mansões para veraneio têm sido ?engolidas? pelas ondas. Nas últimas 48 horas, a maré subiu para 2,4 metros e invadiu jardins, piscinas e ruas. Por causa disso, cerca de 50 casas, numa área de 1.250 metros, sofrem os efeitos devastadores da natureza. A violência das ondas, que ganham força com o vento, ignora os muros de contenção, feitos pelos proprietários sem orientação. Tudo foi abaixo ou está prestes a desmoronar. O fenômeno tem levado medo para quem, ao longo dos anos, investiu dinheiro em edificações confortáveis à beira da praia. A maior preocupação é com a perda total dos imóveis, que já apresentam desvalorização no mercado imobiliário. ### Tecnologia tenta conter avanços Os especialistas em Meio Ambiente reconhecem que qualquer ação a ser feita para conter o avanço das águas na Barra Nova terá sua eficácia colocada à prova. Isso porque o mar está retomando uma área que deveria estar disponível para ser consumida naturalmente. O maior problema é que a Barra Nova cresceu desordenada e sob o impacto da especulação imobiliária. Ainda assim existem algumas saídas para se enfrentar o avanço da natureza. Segundo Ricardo César, técnico em gerenciamento costeiro do IMA, não há como recompor a encosta de forma natural. ///