Cidades
MP quer reconstituir sequestro de estudante
O Ministério Público (MP) quer a reconstituição de todos os detalhes do sequestro, tortura e assassinato do estudante de Arquitetura Fábio Acioli, 21 anos. O promotor da 9ª Vara Criminal, José Antônio Malta Marques, oficializou ontem o requerimento, considerando-o crucial para esclarecer o crime e talvez até chegar ao mandante. ?Há controvérsias, pequenas contradições que precisam ser esclarecidas, e a reconstituição vai ajudar a tirar todas as dúvidas, esclarecer quem está mentindo?, afirmou o promotor. O juiz da 9ª Vara, Geraldo Amorim, iniciou ontem a fase de instrução criminal do processo, tomando os depoimentos dos três acusados de autoria material, e de 17 testemunhas. Entre elas, o garçom Marco Aurélio, que foi integrado ao Programa de Proteção a Testemunhas (Provita) e é considerado pelo MP como a testemunha-chave do caso. ### Homem admite encontros com jovem O homem apontado como garoto de programa e acusado pela polícia de atrair Fábio Acioli para uma cilada, Cícero Rafael de França, admitiu ontem que mantinha encontros com a vítima no coqueiral de Cruz das Almas, mas nega a existência de um relacionamento fixo. ?Nós nos encontramos quatro vezes naquele mesmo local, mas sempre foram encontros casuais, a gente nunca tinha marcado nada, nunca fui a esse bar que estão dizendo?. Ao contrário do que declara o garçom do bar, Rafael conta que ele e Fábio chegaram ao ponto de encontro a pé, próximo ao carro, e estavam conversando quando dois homens os atacaram. ?Só vi estes homens chegando numa distância de uns cinco metros; eles imediatamente me deram um soco fortíssimo e um tiro que pegou de raspão. Quando eu me levantei atordoado, não encontrei mais o Fábio?. ///