Cidades
Exame identifica filho de ambulante
Como uma gestação ao reverso, a ambulante Marilene Bandeira da Silva ainda teve que esperar mais do que nove meses para conceber a morte do filho. O corpo de Gabriel Bandeira da Silva, 21 anos, foi encontrado em abril do ano passado e enterrado como indigente no Cemitério Divina Pastora. Uma análise da arcada dentária apontou para a identificação do rapaz, mas a mãe queria o exame de DNA. Só por isso teve de penar quase onze meses para ter a certeza e o direito de enterrar o próprio filho. ?Eu me senti humilhada, houve muito descaso, fui maltratada, o legista que fez o exame foi bastante grosseiro comigo, numa hora de dor tão grande, não teve nenhuma consideração. Ele olhou para mim e disse: ?já não está enterrado mesmo, para que você quer desenterrar e enterrar de novo? Qual é a dúvida que a senhora tem???. ///