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Instrutor do CB nega neglig�ncia na morte de aluno

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O tenente Wellington Santos, instrutor de salvamento aquático do Corpo de Bombeiros que comandava o treinamento na Lagoa Mundaú, onde morreu o aluno Emerson Lima de Cerqueira, nega que tenha havido negligência. Bastante emocionado, ele diz que sua dor só não é maior que a do pai e da mãe do rapaz e lembra que vive há 19 anos salvando vidas e ensinando a salvar. ?Eu sou uma pessoa muito humana e não um monstro. Não conto as vidas que já salvei e estava num treinamento ensinando a salvar vidas. Eu não deixaria uma pessoa morrer por negligência. Entendo a dor dos familiares do Emerson porque já perdi uma filha. Minha matéria-prima é a vida e perder uma vida, para mim, é como morrer um pouco também?, destaca ele. Com uma trajetória que começou em 1988, no Corpo de Bombeiros, e vários cursos que o elevaram à patente de oficial, ele já formou três turmas de recrutas e quatro de mergulhadores. Segundo ele, essa foi a primeira grande fatalidade em sua carreira. O tenente informa que saber nadar é um requisito para entrar no Corpo de Bombeiros e que pela ficha de Emerson ele tinha feito natação no Cefet e foi aprovado no teste realizado pela Consultec para ingresso no CB. Segundo ele, o treinamento é feito com um aparato de segurança que inclui jet ski, barcos motorizados, pranchões, ski belt e recursos humanos. Na verificação de habilidade com a água ele disse que Emerson não acompanhou os outros três alunos, sendo designado um sargento para acompanhá-lo. Disse ainda que após deixar os outros alunos retornou e, percebendo que Emerson estava muito cansado, lançou o ski belt, que foi abraçado pelo aluno. Aí ele acha que Emerson passou mal. ?Todos os procedimentos de salvamento foram feitos, tanto é que ele chegou no Pronto-Socorro com vida?, assegura o tenente. Ele estranha alguns procedimentos no HPS, como quatro tentativas erradas de entubamento e sugere que seja feito exame de corpo de delito para detectar a causa mortis, porque na sua opinião Emerson pode ter tido até um problema cardíaco. Dizendo-se magoado com denúncias de maus tratos surgidas após o episódio, ele diz que isso não procede. ?A vida militar é diferente da vida civil. Temos que nos acostumar a trabalhar debaixo de sol e chuva. Os bombeiros são chamados em situações extremas e têm de estar preparados para isso. Andar na lama, levar ducha de água fria, fazer exercícios pesados fazem parte do treinamento e do condicionamento físico que a profissão exige?, conclui.

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