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Silvana espera trig�meos mais uma vez

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Um suspiro de resignação, um sorriso entre os lábios e a decisão de seguir em frente. Pode-se resumir desta forma o anúncio feito pelo obstetra à Silvana Maria dos Santos que, aos 40 anos, está grávida pela terceira vez. Nada estranho se, pela terceira vez, ela não esperasse trigêmeos. Natural de Palmeira dos Índios, Silvana está no quarto mês de gestação e desta vez espera Antonio, Aline e Alana. Serão os três últimos, pois pretende fazer laqueadura. ?Não quero engravidar de novo de jeito nenhum?, declara, lembrando as duas gestações anteriores. Na primeira, em 1986, nasceram Marcos, Marcondes e Marlene. Em 2000, a segunda gravidez trouxe nova surpresa. A palmeirense estava esperado mais um trio, que batizou de Mirian, Miquéias e Melquizedeque. Os primeiros trigêmeos vivem com a avó, Divonete dos Santos Souza, 76, em Palmeira, município do Agreste alagoano, localizado a 102 quilometros da capital. ### Adversidades fizeram família ficar separada Essa mesma esperança mantém vivo em Silvana o desejo de ter os filhos ao seu lado. Ela esclarece que nunca quis ficar longe deles, mas as dificuldades sempre impediram a família de se juntar. Embora a situação não tenha mudado muito com a vinda para Maceió, desta vez Silvana vai ficar com os filhos. ?Esses três de agora vão ficar comigo?, sentencia. A mesma esperança também fez com que Silvana negasse o pedido do médico Bráulio Cavalcante, que se propôs a adotar um dos trigêmeos que estão por vir. Mais uma vez ela insiste: ?Mesmo com todas as dificuldades jamais daria meus filhos. Deixei eles com minha e com uma tia, mas dar, de jeito nenhum? ? afirma. ### Gravidez por meio de orientação médica O Hospital Universitário tem dado expressiva contribuição às mulheres com dificuldades em engravidar. Por mês, a unidade atende cerca de 70 casais em busca de tratamento contra a infertilidade. No comando do setor de reprodução humana, estão os professores Antonio Carlos Albuquerque e William Vega Furtado. Há mais de duas décadas eles recebem mulheres e homens ansiosos por um filho. Frequentemente são casais em segundo relacionamento e mulheres que fizeram ligadura de trompas. ?O resultado é muito bom?, comemora Antonio Carlos. A expressiva maioria das pacientes são de baixa renda, encaminhadas por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). ?Num Estado onde apenas 8% da população tem plano de saúde, o trabalho desenvolvido aqui tem grande alcance social?, afirma o professor Antonio Carlos, que também atende no setor de ginecologia e obstetrícia. ///

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