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Givonete agarrou sua segunda chance

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Quando o juiz leu a sentença, o chão ruiu sob os pés de Givonete Oliveira de Barros. Trabalhadora desde cedo, quando aprendeu a ganhar a vida honestamente, ela não acreditava no que ouvia. Estava condenada a 19 anos de prisão. Pagaria por um homicídio que não cometera, cujo autor ela jamais teria coragem de delatar. Aos olhos cegos da Justiça, o instinto materno de proteger a cria fez de Givonete cúmplice em um assassinato praticado pelo próprio filho, então com 17 anos e foragido até hoje. Do tribunal, direto para o sistema prisional. Assessor do Campus do Ifal na cidade de Satuba Desde 2001 que o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) ? Campus Satuba, a antiga Escola Agrotécnica de Satuba, tem em seu quadro funcional reeducandos do sistema prisional. Graças a um convênio firmado com a Secretaria de Justiça, a instituição emprega presos que estão em regime semi-aberto. ?Nossa intenção é facilitar a reinserção dos reeducandos na sociedade?, diz Ademilson Galdino, assessor da direção do Campus Satuba. Segundo ele, os tipos de serviços a serem realizados pelos presos são distribuídos de acordo com a aptidão de cada um deles para as funções. ?Temos muitos deles trabalhando na limpeza, varrendo o campus, que tem uma área muito grande?, explica Ademilson. Desembargador acredita que iniciativa é revolucionária O desembargador Tutmés Airan, coordenador do Programa Começar de Novo, aposta no decreto que deve criar um polo industrial dentro do sistema prisional. ?Essa é a grande revolução!?, vibra, ao sonhar com a instalação de empresas e indústrias dentro da área do sistema prisional, que usariam a mão de obra dos reeducandos e, em contrapartida, teriam a redução de encargos trabalhistas, além de outros benefícios. Segundo Airan, o projeto está sendo discutido e tem à frente o secretário de Desenvolvimento Econômico Luis Otávio Gomes. ?Já temos quatro empresas interessadas em se instalar no futuro polo industrial do sistema prisional?, diz o desembargador.

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