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Nascentes recuperadas em Palmeira

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Palmeira dos Índios ? Um pouco de cimento, lona, pedras e canos de PVC; bastam esses materiais para dar nova vida às nascentes de rios e obter água límpida para o consumo humano. Esse é o ensinamento que o ambientalista paranaense Pedro Josino Diesel deixou para comunidades rurais de Palmeira dos Índios. Ele encerrou na semana passada a primeira etapa do programa ?Sombra e Água Viva?, promovido numa parceria entre a Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil) e a Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), que recuperou 19 nascentes do Rio Coruripe. ?Apesar de se discutir muito sobre transposição e a necessidade de revitalização, não existe uma cultura para preservar o lugar onde o rio nasce. A maioria das pessoas pensa que o rio tem apenas uma nascente, só que na verdade elas são milhares, estão durante toda a extensão e também precisam ser cuidadas?, afirmou Pedro Josino. Socorro faz aumentar vazão de nascedouro O trecho inicial do trajeto que a água deve tomar é totalmente coberto por pedras e o ambientalista dispõe canos de diferentes espessuras para dosar a passagem da água que brota da nascente. ?O cano de maior diâmetro tem duas funções, a primeira é de despejar a sujeira que ainda resta na nascente, além de funcionar também como um registro. O cano que está no meio, posteriormente será interligado a uma caixa d?água, que será feita na segunda etapa do projeto, e os outros dois que estão na parte superior servem para a população se abastecer e para o escoamento do excesso de água?, explicou Pedro Josino. Comunidade ficará livre de doenças parasitárias Palmeira dos Índios ? A recuperação das nascentes do Rio Coruripe não traz apenas benefícios para o meio ambiente. A água potável deve acabar com as verminoses que atingem praticamente toda a população do sítio Amaro, em Palmeira dos Índios, que possui um grande índice de mortalidade provocado por esquistossomose. O agente de saúde Josimar Amaro da Silva, que trabalha na comunidade, afirma que os casos de esquistossomose são tão antigos no povoado que hoje são os próprios moradores os responsáveis pela proliferação da doença, assim como as condições precárias de moradia. As cerca de 30 famílias que vivem no sítio Amaro moram em casas de taipa, sem banheiro ou água encanada. Hortaliças podem sofrer com a contaminação Outro grave problema está relacionado ao modo de subsistência da comunidade rural. As famílias do sítio Amaro vivem do cultivo e venda de hortaliças, que são produzidas com a água poluída. Próximo à nascente que era revitalizada havia uma horta de cebolinha e quiabo, e, ao lado, uma poça de água contaminada, de onde foram retirados três caramujos. ?Nesse caso não existe o risco de esquistossomose, mesmo assim as verduras estão contaminadas com coliformes fecais e estão sujeitas a outros tipos de verminoses?, afirmou a professora da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Adriana Cavalcante. ?E o pior de tudo é que nas feiras livres, os consumidores procuram especificamente pelas verduras do sítio Amaro, e rejeitam outras que vêm de outros lugares?, completou. |PB

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